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Política

Em nota, ministra Helena Chagas lamenta morte de Luiz Gushiken

14 set 2013 - 14h47
(atualizado às 17h22)
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Corpo do ex-ministro Luiz Gushiken chegou no início da manhã deste sábado no cemitério Redentor, na zona oeste de São Paulo
Corpo do ex-ministro Luiz Gushiken chegou no início da manhã deste sábado no cemitério Redentor, na zona oeste de São Paulo
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

A ministra Helena Chagas, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, destacou neste sábado o papel do ex-ministro Luiz Gushiken no processo de modernização da Secom, que resultou na posterior implantação de critérios técnicos e republicanos na distribuição dos investimentos em mídia. Gushiken, que morreu ontem à noite em São Paulo, comandou a pasta no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, a ministra Helena Chagas disse que recebeu com pesar a notícia da morte do ex-ministro e ressaltou que o trabalho dele na Secom propiciou também a regionalização desses recursos. "Fundador do PT, Gushiken era conhecido por sua simplicidade e lealdade aos amigos, muitos deles ainda hoje na Secom", destaca a nota. A ministra Helena Chagas encerra a nota expressando, em seu nome e em nome dos funcionários da Secom, solidariedade aos parentes e amigos de Gushiken.

Ontem, em nota assinada junto com a mulher, Marisa Letícia, o ex-presidente Lula destacou a trajetória de Gushiken, dizendo que ele foi "um militante político brilhante, um conselheiro, um companheiro e um grande amigo". Para Lula, o ex-ministro foi "um homem íntegro, que dedicou sua vida à construção de um Brasil mais justo e solidário" e que, em todos os espaços em que atuou, "sempre defendeu a democracia, a classe trabalhadora e um mundo com mais harmonia e justiça social".

O corpo de Gushiken será enterrado às 16h deste sábado no cemitério do Redentor, no Sumaré, zona oeste de São Paulo. Ele está sendo velado no mesmo local desde o início da manhã. O ex-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) no governo Lula tinha 63 anos e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Segundo a instituição, a causa da morte foi falência de múltiplos órgãos, ocasionada por um sangramento e obstrução intestinal. Gushiken foi internado no início de agosto, primeiramente no Hospital Nove de Julho. Ele era tratado há 12 anos de um câncer de estômago.

Autoridades lamentam morte do ex-ministro Gushiken:
Luiz Gushiken

Nascido na cidade de Osvaldo Cruz (SP) no dia 8 de maio de 1950, Luiz Gushiken cursou administração pela Fundação Getulio Vargas entre 1973 e 1979. Escriturário do antigo Banco do Estado de São Paulo (Banespa), onde chegou a assumir o cargo de diretor, presidiu o Sindicado dos Bancários do Estado entre 1985 e 1987.

Além de participar da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Gushiken foi um dos fundadores do PT em 1980. Deputado federal constituinte por São Paulo, presidiu o partido no final da década de 1980. Durante a Assembleia Nacional Constituinte, foi membro titular de uma subcomissão na Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Atuou como deputado durante três mandatos consecutivos até 1999.

Ex-ministro foi investigado 

Após participar das campanhas presidenciais de Lula em 1989 e em 1998, Gushiken assumiu a chefia da Secretaria de Comunicação Social no primeiro mandato do então presidente. Deixou o cargo e o status de ministro em 2005, em meio a denúncias de tráfico de influência em contratos que supostamente beneficiaram a Globalprev, de sua propriedade.

Gushiken permaneceu no governo como chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência até novembro de 2006, após a reeleição de Lula, quando pediu exoneração do cargo. Na época, vieram à tona as denúncias do mensalão.

Acusado pelo Ministério Público de crime de peculato, Luiz Gushiken foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A alegação, na época, era que o ex-ministro tinha conhecimento do repasse irregular de R$ 73,8 milhões pelo Banco do Brasil à agência DNA Propaganda, de Marcos Valério. Em 2011, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a absolvição de Gushiken por falta de provas.

Durante o julgamento, o ministro do STF Ricardo Lewandowski disse que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que acusou Gushiken, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios em 2003, retirou a imputação quando ouvido em juízo durante o processo. Em maio deste ano, a absolvição de Gushiken foi oficializada pelo Supremo.

Agência Brasil Agência Brasil
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