Eduardo Bolsonaro fala em ex-presidente como ministro em um governo de Flávio
Ex-deputado afirma que seu pai poderia assumir ministério e diz acreditar que o irmão já está 'eleito' para o Planalto
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia integrar um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seja no comando da Casa Civil, seja à frente de uma secretaria estratégica, caso o filho mais velho seja eleito presidente da República nas eleições deste ano.
A declaração foi feita durante entrevista nesta segunda-feira, 5, ao canal bolsonarista Revista Timeline. Na conversa, Eduardo disse não ver impedimentos para que Jair Bolsonaro volte a ocupar um cargo no Executivo, mesmo após a condenação judicial. "Quem sabe um futuro presidente Flávio Bolsonaro tendo ao seu lado o ministro Jair Bolsonaro. Por que não? Ele não teria qualificação para ser um secretário de governo ou ministro da Casa Civil?", questionou.
Na mesma entrevista, Eduardo relatou uma conversa privada com o irmão e afirmou acreditar que Flávio já estaria "eleito" presidente. Segundo ele, a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, no sábado, 3, provocará desdobramentos internacionais capazes de enfraquecer a esquerda e favorecer o campo conservador no Brasil.
"Você está eleito presidente, porque a gente sabe que vai vir muito desdobramento disso aí do Maduro. Não vai ter como esconder. O TSE consegue nos censurar dentro do Brasil, mas fora do País isso não vai acontecer, e a comunidade internacional inteira estará de olho", afirmou, citando ainda, sem apresentar provas, supostas ligações entre governos de esquerda, crime organizado e tráfico de drogas.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, e teve os direitos políticos suspensos durante todo o período da condenação. Além disso, ficará inelegível por mais oito anos após o cumprimento da pena, o que o afasta do cenário eleitoral até 2060. Antes disso, ele já havia sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.
Impedido de concorrer em 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu Flávio como herdeiro político e aposta na disputa pelo Planalto.
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