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Política

Eduardo Bolsonaro fala em ex-presidente como ministro em um governo de Flávio

Ex-deputado afirma que seu pai poderia assumir ministério e diz acreditar que o irmão já está 'eleito' para o Planalto

6 jan 2026 - 21h52
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia integrar um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seja no comando da Casa Civil, seja à frente de uma secretaria estratégica, caso o filho mais velho seja eleito presidente da República nas eleições deste ano.

A declaração foi feita durante entrevista nesta segunda-feira, 5, ao canal bolsonarista Revista Timeline. Na conversa, Eduardo disse não ver impedimentos para que Jair Bolsonaro volte a ocupar um cargo no Executivo, mesmo após a condenação judicial. "Quem sabe um futuro presidente Flávio Bolsonaro tendo ao seu lado o ministro Jair Bolsonaro. Por que não? Ele não teria qualificação para ser um secretário de governo ou ministro da Casa Civil?", questionou.

Eduardo defendeu a participação de Jair Bolsonaro em um eventual governo de Flávio.
Eduardo defendeu a participação de Jair Bolsonaro em um eventual governo de Flávio.
Foto: @SBT News via YouTube / Estadão

Na mesma entrevista, Eduardo relatou uma conversa privada com o irmão e afirmou acreditar que Flávio já estaria "eleito" presidente. Segundo ele, a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, no sábado, 3, provocará desdobramentos internacionais capazes de enfraquecer a esquerda e favorecer o campo conservador no Brasil.

"Você está eleito presidente, porque a gente sabe que vai vir muito desdobramento disso aí do Maduro. Não vai ter como esconder. O TSE consegue nos censurar dentro do Brasil, mas fora do País isso não vai acontecer, e a comunidade internacional inteira estará de olho", afirmou, citando ainda, sem apresentar provas, supostas ligações entre governos de esquerda, crime organizado e tráfico de drogas.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, e teve os direitos políticos suspensos durante todo o período da condenação. Além disso, ficará inelegível por mais oito anos após o cumprimento da pena, o que o afasta do cenário eleitoral até 2060. Antes disso, ele já havia sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.

Impedido de concorrer em 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu Flávio como herdeiro político e aposta na disputa pelo Planalto.

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Estadão
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