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Política

Eduardo Bolsonaro é comparado a Jean Wyllys por decisão de deixar o Brasil; ex-deputado se manifesta

Ex-deputado federal do PT não gostou de ver as comparações feitas entre as situações e as classificou como "homofobia estrutural"

19 mar 2025 - 13h19
(atualizado às 15h55)
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Resumo
Em 2019, o ex-deputado Jean Wyllys deixou o Brasil e foi alvo de críticas. Este ano, Eduardo Bolsonaro decidiu sair do país, alegando viver em um 'regime de exceção', causando comparações nas redes sociais. Wyllys argumenta que seu exílio foi forçado por ameaças de morte, enquanto o filho do ex-presidente Bolsonaro se licenciou para conspirar contra o STF, segundo ele.
Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Quando, em 2019, o ex-deputado federal Jean Wyllys, eleito pelo PSOL-RJ, decidiu deixar o Brasil e abrir mão de seu mandato em um autoexílio, bolsonaristas receberam a atitude com deboche. Quase seis anos depois, quem decide deixar o País e pedir licença de seu mandato como parlamentar é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que alega estar vivendo em um "regime de exceção" no Brasil. Nas redes sociais, a comparação entre os políticos foi imediata.

"Quando Jean Wyllys renunciou ao mandato e foi para o exterior, depois de receber ameaças dos bolsonaristas, foi acusado de ser covarde e fujão pela extrema-direita. O que dizer agora do primeiro bolsonaro a abandonar o navio?", escreveu o professor Wilson Gomes em seu perfil no X. "Os opostos se atraem de formas diferentes. Jean Wyllys e Eduardo Bolsonaro já podem circular de mãos dadas em Miami", disse um perfil de comentários políticos na mesma rede.

Os comentários fizeram com que Wyllys, que hoje mora na Espanha e se dedica à carreira acadêmica, se manifestasse publicamente. O ex-parlamentar do PT afirma que há uma "falsa simetria" entre os dois casos e chamou a comparação das situações de uma "expressão da homofobia social e estrutural". 

Eduardo Bolsonaro anuncia que decidiu ficar nos EUA e se licenciar da Câmara:

Wyllys defende que deixou o País forçado por reais ameaças de morte e relembra o assassinato de Marielle Franco, ocorrido no ano anterior.

"Quem ousa banalizar o plano para assassinar Lula? Ninguém. Mas querem comparar a fuga do membro de uma família de criminosos com o exílio forçado de um ativista decente, honesto e honrado. Não tem termo de comparação. Eu não devia nada à Justiça. Meu exílio foi recomendado pela CIDH [Comissão Interamericana de Direitos Humanos] da OEA [Organização dos Estados Americanos] devido às documentadas ameaças de morte que eu recebia dos fascistas que venceram as eleições de 2018. Havia um plano para me matar. Esse canalha se licenciou para conspirar contra o STF. Não criem nem alimentem falsa simetria. Sejam sérios", escreveu o ex-deputado.

Quando Wyllys anunciou sua decisão de deixar o país, Eduardo Bolsonaro não chegou a se manifestar publicamente. Seu irmão, Carlos, escreveu: "Vá com Deus e seja feliz!". Já o pai, Jair Bolsonaro (PL), fez um post em que deixava a frase "Grande dia". O então presidente afirmou que o texto não se referia a Wyllys, mas à sua agenda concluída no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Ainda assim, a postagem soou como uma indireta.

Fonte: Redação Terra
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