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Diretor da Prevent Senior rebate acusações feitas à empresa

Dossiê entregue por ex-funcionários aponta que o governo Bolsonaro usou a empresa para comprovar a eficiência do 'kit covid'

22 set 2021 12h24
| atualizado às 12h31
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O diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, iniciou seu depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira, 22, rebatendo as acusações feitas à empresa, investigada pela comissão.

Pedro Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior
Pedro Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

Um grupo de médicos que diz ter trabalhado na Prevent apresentou um dossiê no qual informa que integrantes do chamado "gabinete paralelo" do governo de Jair Bolsonaro usaram a operadora de saúde como uma espécie de laboratório para comprovar a tese de que o chamado kit covid (hidroxicloroquina e azitromicina) era eficiente contra a doença e revelaram que pacientes não foram informados do tratamento experimental, o que é ilegal.

A operadora também foi acusada de omitir mortes no estudo, e não afastar funcionários médicos diagnosticados com covid. Benedito rejeitou essas alegações e afirmou que desde o início da pandemia a Prevent Senior vem sofrendo "acusações infundadas". "Todos os colaboradores suspeitos ou com teste positivo para covid eram imediatamente afastados".

Sobre o apontamento de que mortes foram ocultadas em documento, Benedito alegou que os casos não constavam no relatório em questão porque foram registradas após a confecção do documento. "De 26/03 a 04/04 ocorreram somente dois óbitos, quando o documento foi escrito", disse o diretor da empresa, segundo quem o material foi "retirado totalmente do contexto".

Benedito também afirmou que o dossiê entregue à CPI foi produzido a partir de dados furtados e manipulados para "deturpar a conduta de mais de 3 mil médicos".

Estadão
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