Dino pede vista e suspende julgamento sobre eleição para governo do Rio
Apesar do pedido, Mendonça antecipou voto pela eleição indireta
Nesta quinta-feira, 9, o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai definir como serão as eleições para governador do Rio de Janeiro.
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A votação começou na quarta, 8, com os votos dos relatores. Luiz Fux votou para que a escolha seja indireta, pela Assembleia Legislativa do estado (Alerj), com voto secreto. Já Cristiano Zanin seguiu outro caminho: eleição direta, ou seja, pela população.
Dino, então, seria o primeiro a votar na retomada da sessão nesta quinta. Apesar do pedido de vista do ministro, André Mendonça pediu e o presidente do STF, Edson Fachin, autorizou a antecipação de seu voto, que foi pela eleição indireta.
Diante do voto antecipado de Mendonça, o placar aponta 2 votos a 1 pela realização da eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro.
O vice de Castro, Thiago Pampolha, já havia renunciado em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas estadual. Com isso, o STF terá que definir se a escolha do novo governador será feita por voto popular ou eleição indireta no Legislativo.
Renúncia e condenação de Cláudio Castro
Em 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-governador do Rio e o declarou inelegível até 2030. Cláudio Castro também teria o mandato cassado, mas renunciou ao cargo um dia antes do julgamento. Ele pretendia disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.
Segundo a acusação, a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para criar mais de 27 mil cargos irregulares comissionados para empregar cabos eleitorais e favorecer a reeleição do governador em 2022.
O próximo da linha sucessória para assumir o cargo seria o vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Ele também foi condenado pelo TSE.
Na sequência, assumiria o presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União), que está preso sob suspeita de ter vazado informações da Operação Zargun, da Polícia Federal.
As circunstâncias da sucessão no Estado motivaram as duas ações que serão examinadas pelo STF, ambas apresentadas pelo Partido Social Democrático (PSD).
*Com informações do Estadão Conteúdo.