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Política

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Debate no Paraná tem troca de acusações entre Moro e Sandro Alex e nacionalização da disputa

Confronto reúne Sergio Moro, Requião Filho e Sandro Alex na reta final da campanha, com Moro na liderança da Quaest e os dois adversários empatados na segunda colocação

29 set 2026 - 23h09
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Resumo
O último debate ao governo do Paraná antes do primeiro turno foi marcado pelo embate direto entre Sérgio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD), que trocaram acusações e nacionalizaram a disputa citando Lula, a família Bolsonaro e o STF. Requião Filho (PDT) também participou, focando em temas estaduais e na oposição ao atual governo. Líder nas pesquisas com 36% das intenções de voto pela Quaest, Moro tenta manter a dianteira, enquanto Sandro Alex e Requião Filho aparecem empatados com 20% na briga pelo segundo turno.

O último debate antes do primeiro turno da eleição para o governo do Paraná reuniu nesta terça-feira, 29, Sérgio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), a poucos dias da votação de 4 de outubro. Promovido pela RPC, afiliada da TV Globo, o confronto ocorre em meio a uma disputa na qual Moro mantém a liderança nas pesquisas, enquanto Requião e Sandro tentam se consolidar como principais adversários na corrida por uma vaga em eventual segundo turno.

Os primeiros minutos do debate foram marcados pela troca de acusações entre Sérgio Moro e Sandro Alex e pela nacionalização da disputa, com referências a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio e Jair Bolsonaro e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Moro acusou o adversário de divulgar "fake news", reafirmou seu apoio a Flávio e tentou associar Sandro a Lula. Ao explorar a ligação do candidato do PSD com o atual governador, principal apoiador de sua campanha, disparou: "Você não é Ratinho Junior".

Debate entre os candidatos ao governo do Paraná
Debate entre os candidatos ao governo do Paraná
Foto: TV Globo/Reprodução / Estadão

Sandro, por sua vez, explorou o rompimento de Moro com o governo Jair Bolsonaro e o questionou sobre um suposto voto favorável à indicação de Flávio Dino ao Supremo. O senador negou ter apoiado o ministro e afirmou que também votou contra as indicações de Cristiano Zanin e Jorge Messias. Alex então cobrou Moro sobre os pedidos de impeachment apresentados contra Alexandre de Moraes: "Por que você não cobrou Davi Alcolumbre sobre os pedidos de impeachment?", questionou, em referência ao presidente do Senado.

O embate levou os dois candidatos a pedirem direito de resposta.

O confronto também avançou sobre temas estaduais. Moro questionou a atuação de Sandro, ex-secretário de Infraestrutura do Paraná, e citou a prioridade dada à Rodovia Municipal 415, relacionando a obra ao resort Tayayá, ligado à família do ministro Dias Toffoli, e ao caso Banco Master. Sandro classificou a acusação como mentira.

Na sequência, Sandro direcionou uma pergunta a Requião Filho sobre educação e defendeu o modelo de escolas cívico-militares. Requião negou que pretenda fechar as unidades e afirmou defender mudanças no modelo. Depois, o candidato do PDT questionou Moro sobre se divergências ideológicas poderiam prejudicar a relação do Paraná com o governo federal em um eventual novo mandato de Lula.

A disputa ocorre ainda sob forte influência do governador Ratinho Junior (PSD), cuja gestão é aprovada por 79% dos eleitores, de acordo com a Quaest. Ex-secretário de Infraestrutura do Estado, Sandro Alex se apresenta como candidato da continuidade e conta com o apoio direto do governador. Requião Filho, deputado estadual, tenta ocupar o espaço de principal oposição ao atual modelo, sobretudo nas críticas à privatização da Copel e à política educacional, e conta com o apoio de Lula e do PT no Estado.

Já Sergio Moro, senador pelo Paraná, busca sustentar a liderança nas pesquisas com uma campanha centrada em segurança pública e combate à corrupção e, na disputa nacional, está alinhado à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). "Não farei isso",

Na mais recente pesquisa Quaest sobre a eleição paranaense, divulgada em 24 de setembro, Moro aparece com 36% das intenções de voto. Requião Filho e Sandro Alex têm 20% cada e estão empatados na segunda colocação. O levantamento ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de setembro e tem margem de erro de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

O cenário também mostra avanço de Sandro Alex na reta final da campanha. Na rodada anterior da Quaest, divulgada em agosto, Moro tinha 37%, Requião Filho aparecia com 21% e Sandro registrava 15%. Em julho, Sandro tinha 7%, contra 18% de Requião e 39% de Moro.

O debate será dividido em quatro blocos. Nos três primeiros, os candidatos farão perguntas entre si sobre temas livres. Em cada bloco, cada participante terá direito a formular uma pergunta e também deverá responder uma vez, de forma que todos perguntem e sejam questionados ao longo do programa. O quarto e último bloco será dedicado às considerações finais, com três minutos para cada candidato.

Estadão
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