Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Carla Zambelli depõe à PF no dia 13 sobre caso Moro

Em nota, a deputada afirmou que "prestará todas as informações necessárias" e que "não tem nada a esconder".

8 mai 2020 - 09h06
(atualizado às 09h27)
Compartilhar
Exibir comentários

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) irá depôr perante a Polícia Federal (PF) na próxima quarta-feira, 13, no inquérito sobre as acusações do ex-ministro Sergio Moro contra "interferências políticas" do presidente Jair Bolsonaro na corporação. O gabinete da parlamentar informou que ela foi notificada da oitiva na tarde desta quinta-feira, 7.

A deputada federal Carla Zambelli concede entrevista para a imprensa na saída do Palácio da Alvorada em Brasília (DF), nesta quarta-feira (29)
A deputada federal Carla Zambelli concede entrevista para a imprensa na saída do Palácio da Alvorada em Brasília (DF), nesta quarta-feira (29)
Foto: Wagner Pires / Futura Press

Zambelli propôs antecipar o depoimento, mas a data foi mantida. Em nota, a deputada afirmou que "prestará todas as informações necessárias" e que "não tem nada a esconder".

"Está claro para todos que minha intenção sempre foi buscar a pacificação de qualquer conflito e que, em momento algum, tentei oferecer um cargo ao ex-ministro, até porque não tenho qualquer prerrogativa para fazê-lo", afirmou.

Carla Zambelli irá depôr acompanhada dos advogados Rodolfo Maderic e Huendel Rolim. A deputada foi listada para depôr após Moro revelar mensagens trocadas com a parlamentar que indicariam a pressão de Bolsonaro para a substituição de Maurício Valeixo pelo diretor da Abin, Alexandre Ramagem, do comando da Polícia Federal.

Em uma das conversas entregues à PF, Zambelli pede que Moro aceite a mudança na direção-geral da PF solicitada por Bolsonaro e, em troca, ela se comprometeria "a ajudar" o ex-ministro com uma vaga no Supremo Tribunal Federal. "Vá em setembro para o STF. Eu me comprometo a ajudar. A fazer o JB (Jair Bolsonaro) prometer", escreveu a deputada.

Moro respondeu que não estava "à venda".

Alexandre Ramagem foi o nome indicado por Bolsonaro para o comando da PF. A nomeação, contudo, foi suspensa por liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e anulada pelo Planalto. Em seu lugar, o governo escolheu Rolando Alexandre de Souza, braço direito de Ramagem na Abin.

Veja também:

Bolsonaro nega interferência na PF, se exalta e manda jornalistas 'calarem a boca':
Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade