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Política

Câmara adia debate de responsabilidade estatal contra escravidão e racismo por causa de festa junina

Segundo a assessoria da Casa, audiência foi desmarcada por causa da dispensa do registro biométrico presencial de parlamentares entre os dias 24 e 28 de junho, medida que foi tomada por Lira para que deputados curtam festas de São João; não há nova data prevista para a audiência

24 jun 2024 - 17h29
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O Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados adiou a audiência pública sobre "responsabilidade estatal e reparação contra os crimes da escravidão e do racismo" que correria às 17h desta terça-feira, 25, no Plenário 4.

A pauta da discussão trazia como objetivo discutir e analisar os impactos da escravidão na população afro-brasileira, bem como falar sobre as responsabilidades estatais em relação às desigualdades e quais são as formas de reparação para esse passado. Ainda não há previsão de uma nova data para a realização do encontro.

Ao Estadão, a assessoria da Câmara informou que a audiência foi adiada por força do Ato de Mesa 194/2024, o qual dispensou registro biométrico presencial dos deputados entre 24 e 28 de junho. A dispensa do ponto por parte do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), ocorreu para que os parlamentares pudessem participar das festas de São João, muito fortes sobretudo no Nordeste do país.

O Cedes é um órgão técnico-consultivo que é presidido pelo deputado Da Vitoria (PP-ES) e comporto por 23 parlamentares.

Ato na Avenida Paulista (SP) em 14 de junho de 2020
Ato na Avenida Paulista (SP) em 14 de junho de 2020
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Como apresentadores e palestrantes, estavam confirmados a secretária-executiva do Ministério da Igualdade Racial, Roberta Eugênio; o procurador Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, Jaime Mitropoulos; a Chefe da Coordenação de Memória e Verdade sobre a Escravidão e o Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Fernanda do Nascimento Thomaz; a fundadora do Instituto Odara, Valdecir Nascimento; o professor e membro do conselho do movimento "União de Núcleos de Educação Popular e Classe Trabalhadora" (UNEAFRO-BRASIL), Douglas Elias Belchior; o secretário de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Luiz Paulo Bastos da Silva e a assessora de Participação Social e Diversidade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Érika Glória Rocha dos Santos.

Estadão
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