Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Bolsonaro

Publicidade

PF faz buscas na casa de Bolsonaro, mas não encontra armas e munições

Ação desta quarta-feira, 8, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

8 jul 2026 - 09h23
(atualizado às 10h28)
Compartilhar
Exibir comentários
PF faz buscas na casa de Bolsonaro à procura de de armas e munições, diz jornal:

A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília, nesta quarta-feira, 8. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os agentes buscavam armas, munições, acessórios e documentos de registro que pudessem estar no local. João Henrique de Freitas, um dos advogados de Bolsonaro, disse que nada foi encontrado e classificou a ação como "lamentável".

"A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação", afirmou. 

As buscas acontecem depois do Exército ter entregado seis das oito armas do ex-presidente, depois que uma foi apreendida em uma blitz no Distrito Federal em junho. Em ofício, a corporação afirmou que duas não estavam sob sua custódia: uma pistola Glock calibre nove milímetros e uma espingarda calibre 12 da fabricante Maestro Arms Company.

Conforme a defesa de Bolsonaro, a pistola é a mesma apreendida durante uma blitz em posse de militar que atua na segurança de Bolsonaro e se encontra acautelada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Já a espingarda, afirmam os advogados, foi dada de presente a Bolsonaro, mas nunca chegou a ser retirada e permanece sob a guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS).

Em sua decisão autorizando a busca e apreensão na residência de Bolsonaro, Moraes argumentou que há divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome de Bolsonaro e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, descumprindo a determinação judicial.

O ministro também pontuou que, embora a defesa sustente que uma das armas nunca chegou a ser retirada, isso "evidencia inconsistência das informações prestadas pelo condenado". "Isso porque a versão apresentada diverge dos dados constantes dos registros existentes e não foi acompanhada de documentação idônea capaz de comprovar a efetiva localização do armamento, a identidade do suposto depositário ou a regularidade da alegada custódia", destacou.

"Na presente hipótese, a discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado Jair Messias Bolsonaro", acrescentou Moraes na decisão.

PF faz buscas na casa de Bolsonaro à procura de armas e munições
PF faz buscas na casa de Bolsonaro à procura de armas e munições
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Moraes revoga porte de arma apreendida em blitz

Na semana passada, Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, com a permanência de todas as medidas cautelares já fixadas. Ele também revogou o porte da arma do ex-presidente que foi apreendida na blitz.

Moraes ainda determinou a apreensão de todas as armas de fogo vinculadas a Bolsonaro e a revogação do seu registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

O ministro alertou que o descumprimento das regras da prisão domiciliar ou de qualquer medida cautelar implicará no retorno imediato ao regime fechado.

Depoimento de Jair Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz durou 5 minutos, diz defesa:

Relembre o caso

Em 15 de junho, Estácio Leite da Silva Filho, o militar envolvido na apreensão da arma, dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado por uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília.

Durante a abordagem, o policial notou a presença de uma pistola no carro. Segundo o agente, ao perceber que a arma havia sido notada, Estácio fechou o vidro de forma "repentina". A pistola foi recolhida, e o militar alegou ter porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Estácio afirmou que a arma estaria registrada em sua atividade funcional, mas a policial, porém, constatou não haver nenhum registro do equipamento em nome de servidor. O militar, então, admitiu que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. Segundo o segundo-sargento, a arma lhe foi entregue horas antes, com a finalidade de realizar um reparo no percurssor.

O GSI informou que Estácio Filho não integra o quadro de servidores do órgão. O segundo-sargento, na verdade, faz parte de uma equipe de assessores que acompanham o ex-presidente após o mandato presidencial. Esses assessores são treinados pelo GSI, mas não integram o gabinete.

Nos primeiros esclarecimentos prestados a Moraes, a defesa de Bolsonaro admitiu que a arma pertencia a ele, mas informou que o equipamento estava desativado para proteger o ex-presidente. Em depoimento ao relator, Bolsonaro reiterou a versão apresentada por seus advogados. Ele ainda alegou que um delegado da Polícia Federal permitiu que ele ficasse com uma arma em casa.

A Polícia Civil do DF não viu indícios de crime de Bolsonaro pela posse da arma. O militar envolvido na apreensão foi indiciado. (*Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra