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Política

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Polícia Civil do DF indicia segurança de Bolsonaro que foi flagrado com a arma do ex-presidente

Caso levou o ministro Alexandre de Moraes a questionar uma possível falta grave por parte do ex-presidente, o que poderia levar à revogação da prisão domiciliar

1 jul 2026 - 09h11
(atualizado às 09h28)
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A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou Estácio Leite da Silva Filho, segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi flagrado em uma blitz de trânsito com a arma do ex-presidente da República.

O episódio fez com que o ministro Alexandre de Moraes questionasse a existência de uma falta grave por parte de Bolsonaro, o que poderia culminar com a revogação de sua prisão domiciliar e a volta a um estabelecimento prisional. Tanto o segurança quanto Bolsonaro disseram que o transporte da arma se deu para que ela fosse levada ao conserto.

A defesa de Bolsonaro afirmou na ocasião que havia retirado uma peça da arma para inutilizá-la, em razão do estado mental do ex-presidente. Contudo, Bolsonaro teria percebido ao manusear a arma e pedido que o segurança a levasse para o conserto.

Questionada por Moraes sobre uma possível falta grave do ex-presidente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou na semana passada não haver ainda elementos para concluir nesse sentido e pediu que fosse aguardada a conclusão do inquérito policial, o que aconteceu agora. Moraes deve decidir nos próximos dias se mantém Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária ou se o devolve à Papudinha.

Procurado, Estácio Leite da Silva Filho ainda não se manifestou. O espaço está aberto.

Sargento do GSI é apreendido com arma de Jair Bolsonaro
Sargento do GSI é apreendido com arma de Jair Bolsonaro
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O relatório final com o indiciamento de Estácio Leite da Silva Filho foi concluído no dia 26 e juntado ao processo do ex-presidente na manhã desta quarta-feira, 1. Ele foi incurso no artigo 16 da Lei 10.826, por posse ou porte iulegal de arma de fogo de uso restrito. O artigo diz que é proibido "possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar" e prevê pena de 3 a 6 anos e multa.

No caso do segurança, a pena pode ser aumentada da metade por ter sido prticado por integrante de órgão e empresa referida nos artigos 6º, 7º e 8º da mesma lei.

Estadão
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