Bolsonaro violou tornozeleira eletrônica enquanto esteve em prisão domiciliar; relembre
Em novembro de 2025, o ex-presidente foi preso após tentar romper dispositivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprirá prisão domiciliar por 90 dias enquanto se recupera de um quadro de broncopneumonia, conforme a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta terça-feira, 24. A medida, entre outras restrições, impõe o uso de tornozeleira eletrônica, dispositivo que ele violou em novembro de 2025.
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Em 22 de novembro, o Brasil acordou com a notícia de que o político havia violado o equipamento com um ferro de solda. Na ocasião, o memorando do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) registrou um alerta às 0h07, momento em que a equipe de escolta foi acionada.
Inicialmente, Bolsonaro apresentou a versão de que o dispositivo teria “batido na escada”. No entanto, as autoridades encontraram marcas de queimadura e danos na área de fechamento do case. Em um vídeo gravado por uma agente da Secretaria de Administração Penitenciária, o ex-presidente apresentou outra explicação. Ele disse que começou a "meter ferro" na tornozeleira durante a tarde, motivado por "curiosidade".
Já na audiência de custódia, ele afirmou ter tido uma "certa paranoia" causada pela combinação de remédios receitados por diferentes médicos, além de "alucinação" ao acreditar que havia uma escuta dentro do aparelho.
Diante da situação, o ex-presidente foi preso preventivamente. Ele só começou a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado em 25 de novembro, após determinação do STF.
Bolsonaro ficou preso até 15 de janeiro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, sendo transferido posteriormente para a Sala de Estado-Maior do Batalhão da Polícia Militar no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.
Em meio a queixas sobre seu estado de saúde, o ex-presidente foi internado no último dia 13 após passar mal em sua cela, passou dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido de volta para um quarto do Hospital DF Star no fim da tarde desta segunda-feira, 23. Depois de receber alta, ainda sem previsão, ficará em regime de prisão domiciliar até que se cumpra o prazo de 90 dias.
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