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Bolsonaro diz que Doria e Huck aproveitaram "teta" do BNDES

29 ago 2019
20h45
atualizado às 22h59
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O presidente Jair Bolsonaro aproveitou sua transmissão semanal ao vivo em uma rede social para atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o apresentador Luciano Huck pela compra de aviões com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmando que eles se aproveitaram de uma "teta" existente em governos petistas.

Governador João Doria fala perto do presidente Jair Bolsonaro
14/11/2018
Adriano Machado
Governador João Doria fala perto do presidente Jair Bolsonaro 14/11/2018 Adriano Machado
Foto: Reuters

Bolsonaro e Doria já foram aliados próximos, com troca de elogios. Já em relação a Huck, ele tem rebatido afirmação recente do apresentador, de que Bolsonaro não é o primeiro capítulo da renovação política, mas sim o último capítulo do que deu errado.

Doria e Huck são apontados como possíveis candidatos à Presidência na eleição de 2022 e Bolsonaro já indicou que pretende buscar a reeleição.

"Olha a caixa-preta do BNDES aparecendo aí. Já apareceu aquela galerinha da compra de aviões com 3%, 3,5% (de juros) ao ano. Que teta, ein? Que é isso, Luciano Huck? Que teta, ein? Eu sou o último capítulo do caos? Não foi ilegal a compra, reconheço, mas poxa, só para peixe", ironizou o presidente, aos risos, durante a transmissão.

"João Doria também comprou. João Doria. Comprou também, Doria? Comprou também. Explica isso aí. Só peixe, amigão do Lula, da Dilma. E depois posa de, eu vejo o Doria falando 'a minha bandeira jamais será vermelha'. É brincadeira, né? É brincadeira. Quando ele estava mamando ali, a bandeira era vermelha com o foiçaço e o martelo ali, sem problema algum, né?", disparou.

Procuradas as assessorias de Doria e Huck não se manifestaram imediatamente sobre os comentários do presidente.

Bolsonaro diz que dinheiro do G-7 é 'esmola'

O presidente ainda afirmou na transmissão que seu governo pretende "legalizar o garimpo", dando liberdade para as populações indígenas praticarem a atividade. Bolsonaro também disse que o presidente da França, Emmanuel Macron, fez um escarcéu e o acusou de mentiroso na reunião do G7. "E depois duas coisas gravíssimas. Colocou em jogo a nossa soberania na Amazonia".

Bolsonaro chegou a chamar de "esmola" a ajuda oferecida pelos países do G-7 para combater a crise ambiental na Amazônia Legal. "Tivemos um encontro na terça-feira com governadores da região amazônica. E ali, só um falou em dinheiro, aquela esmola oferecida pelo Macron (presidente da França). O Brasil vale muito mais que US$ 20 milhões", disse.

O presidente lembrou que há semanas disse que "alguns países estavam comprando o Brasil a prestações". "Já gastaram mais de R$ 1 bilhão. Pergunto: o que fizeram com esse dinheiro. Me aponte um hectare replantado, uma ação positiva. Nada". Segundo ele, "grande parte" destes recursos vai para ONGs, "para colocar no bolso".

"Alguma parte (do recurso) era sim para material de combate a incêndio, etc. Mas essa grana era usada por 'ONGueiros'", afirmou. "Por isso essa bronca. O problema não é desmatar, é desmamar esse pessoal", disse. / Com informações do Estadão Conteúdo

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