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Bolsonaro abandona entrevista após pergunta sobre inquérito

STF vai julgar a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante a pandemia

27 jan 2021
14h16
atualizado às 14h22
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O presidente Jair Bolsonaro encerrou uma entrevista à imprensa nesta quarta-feira, 27, após ser questionado sobre o inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Na segunda-feira, 25, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, autorizou a abertura do inquérito para apurar a atuação do ministro da Saúde no colapso da rede pública de hospitais em Manaus (AM).

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, conversa com presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de anúncio da operacionalização do plano de vacinação contra Covid-19 no Palácio do Planalto
16/12/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, conversa com presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de anúncio da operacionalização do plano de vacinação contra Covid-19 no Palácio do Planalto 16/12/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Bolsonaro ainda não comentou sobre o assunto. Hoje em conversa com jornalistas em frente ao Ministério da Economia, o presidente deixou o local após ser perguntado sobre a investigação contra Pazuello e se o ministro continuaria no cargo. O chefe da Saúde é também alvo de pressões pelos atrasos na campanha de vacinação no País.

A intenção do inquérito no Supremo é apurar se houve omissão no enfrentamento da crise provocada pela falta de oxigênio para pacientes com covid-19 na capital do Amazonas, que resultou na morte e transferência de doentes para outros Estados.

O próprio Ministério da Saúde admitiu ao STF que a pasta sabia desde 8 de janeiro que havia escassez de oxigênio para os pacientes em Manaus, uma semana antes do colapso. A data também foi confirmada por Pazuello em entrevista coletiva. O ministério, contudo, só iniciou a entrega de oxigênio em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas.

Como o Broadcast mostrou, no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura do inquérito, Pazuello viajou para a capital amazonense sem "voo de volta" e para ficar "o tempo que for necessário". O governo atua para reverter a crise em Manaus e também investe na divulgação das ações realizadas para melhorar a imagem desgastada da atuação de Pazuello.

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Estadão
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