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Bolsonaro admite interferir em eleição na Câmara

"Vamos, se Deus quiser, participar e influir na presidência" da Casa, disse o presidente, que apoia o candidato Arthur Lira

27 jan 2021
13h07
atualizado às 13h24
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BRASÍLIA - Após se reunir na manhã desta quarta-feira, 27, em um café da manhã com deputados do PSL no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro disse esperar ter influência na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. "Vamos, se Deus quiser, participar e influir na presidência da Câmara com esses parlamentares (do PSL)", destacou, argumentando que espera com isso construir "um relacionamento pacífico e produtivo para o Brasil".

Após reunião com PSL, Bolsonaro admite interferir em eleição na Câmara
Após reunião com PSL, Bolsonaro admite interferir em eleição na Câmara
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

O café da manhã ocorreu após a maioria dos deputados da sigla conseguirem assinaturas necessárias para levar o PSL para o bloco de Arthur Lira (Progressistas-AL), candidato do Palácio do Planalto na disputa. "Viemos fazer uma reunião aí com 30 parlamentares do PSL. Vamos, se Deus quiser, participar e influir na presidência da Câmara com esses parlamentares, de modo que possamos ter um relacionamento pacífico e produtivo para o nosso Brasil", disse Bolsonaro.

Com a segunda maior bancada da Câmara – 52 deputados – o PSL havia anunciado apoio público a Baleia Rossi (DEM-SP) em dezembro. Parlamentares bolsonaristas, contudo, se uniram para obter maioria e mudar o posicionamento da sigla na semana passada. Hoje, Bolsonaro recebeu os deputados no Palácio da Alvorada junto do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.

Na reta final das eleições na Câmara, marcadas para 1° de fevereiro, Bolsonaro intensificou a campanha por Lira. Na sexta-feira, 22, o presidente promoveu um café da manhã com parlamentares da bancada ruralista, grupo que Bolsonaro cobrou mais de uma vez para que apoiasse Lira.

Após o encontro de hoje, o ex-líder do governo na Casa, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que a sigla tem uma lista consolidada de 36 deputados e espera ampliar o apoio a Lira. "A gente imagina, nas nossas contas, que podemos chegar próximo de até 50 votos dentro do PSL, independentemente de terem assinado a lista formalmente."

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Estadão
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