Bôas Cueva diverge parcialmente de decisão Mendonça sobre Nossa Senhora
O voto do ministro foi registrado no sistema do TSE como "divirjo em parte", e ainda não é possível saber a extensão da divergência
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva divergiu em parte da decisão de André Mendonça no TSE, que determinou a remoção de postagens ligando Flávio Bolsonaro a um suposto projeto para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O julgamento virtual está em 3 a 1 para manter o veto à desinformação eleitoral. O caso gerou conflito no STF, onde Flávio Dino chegou a liberar as publicações, mas Luiz Fux restabeleceu a proibição, motivando alertas para evitar novos embates na Corte.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divergiu parcialmente da decisão do ministro André Mendonça que determinou a derrubada de postagens que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
O voto do ministro foi registrado no sistema do TSE como "divirjo em parte", e ainda não é possível saber a extensão da divergência.
A sessão virtual do TSE começou na manhã desta quarta-feira e vai até às 23h59 de hoje. Até o momento, o placar está em 3 a 1 pela manutenção da decisão. Ao rebater acusações de cerceamento religioso em seu voto, Mendonça disse que "a fé e Nossa Senhora Aparecida não estavam em julgamento", mas sim a circulação de uma notícia falsa em meio ao período eleitoral.
Após a ordem de Mendonça, proferida na última sexta-feira, 25, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet e liberou as postagens que associam Flávio ao boato. Depois, o ministro do STF Luiz Fux derrubou a decisão de Dino, restabelecendo os efeitos da liminar de Mendonça.
Com a divergência entre os ministros, o presidente da Corte, Edson Fachin, cogitou pautar o caso no plenário presencial do Tribunal. Entretanto, ele foi desaconselhado por colegas para evitar novos embates entre os magistrados em um momento de crise interna.
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