Alcolumbre e Motta não vão a ato pelo 8 de Janeiro em que Lula pode vetar projeto da dosimetria
Presidentes da Câmara e do Senado não confirmaram presença em cerimônia do governo petista
BRASÍLIA - Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não devem ir ao evento que vai relembrar os atos golpistas de 8 de Janeiro. Na cerimônia, que será realizada no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 8, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve vetar o projeto de lei que reduz as penas de condenados pela depredação aos prédios dos Três Poderes e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com a assessoria do presidente do Senado, Alcolumbre vai continuar de férias no Amapá durante a quinta-feira. Já fontes ligadas ao comandante da Câmara disseram ao Broadcast Político que Motta não deve comparecer ao evento capitaneado por Lula. No entorno do deputado, há uma avaliação de que a pauta do 8 de janeiro se tornou "muito do PT e do governo" e estimula a "polarização".
Aliados de Lula afirmam que há a possibilidade do presidente utilizar a data, que marca três anos dos atos golpistas, para vetar o projeto da dosimetria das penas do 8 de Janeiro, aprovado pelo Congresso no mês passado. Há a avaliação de que o gesto do petista pode deteriorar a relação do Executivo com o Legislativo.
Lula precisa tomar uma decisão sobre o texto até a segunda-feira, 12. Em coletiva de imprensa para jornalistas no final do ano passado, Lula declarou que vai rejeitar o texto proposto pelos congressistas.
Será o terceiro ato em memória à tentativa de golpe. Em 2024, em evento no Congresso, Lula disse que todos os que financiaram, planejaram e executaram os atos seriam "exemplarmente punidos". Já no ano passado, o presidente desceu a rampa do Planalto para encontrar apoiadores no espaço externo da sede do Executivo.