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Todos os passos de Amarildo serão reconstituídos, garante Beltrame

1 ago 2013
19h45
atualizado às 19h51
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O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, chegou à Delegacia de Homicídios (DH) da Polícia Civil nesta quinta-feira, para acompanhar as investigações a respeito do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza. Beltrame classificou o sumiço de Amarildo como um fato grave, e quer respostas imediatas sobre o caso. Segundo ele, novos depoimentos serão tomados, e todo o caso será reconstituído.

<p>Desaparecimento de pedreiro é alvo de protestos no Rio</p>
Desaparecimento de pedreiro é alvo de protestos no Rio
Foto: Rio de Paz / Twitter

"Existem várias suspeitas. A investigação parte de várias hipóteses. Todo o fato será reconstituído para que essa situação seja totalmente exaurida. Todos os caminhos serão refeitos", afirmou Beltrame, ao chegar à delegacia.

Amarildo desapareceu na noite do dia 16 de julho, depois de ter sido levado para uma base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela da Rocinha por policiais militares. Ele foi considerado suspeito, ao ser confundido com um traficante da favela. Desde então, o pedreiro não foi mais visto. O caso foi encaminhado nesta quinta-feira para a Delegacia de Homicídios, situada na Barra da Tijuca.

Beltrame ressaltou que vai acompanhar de perto as investigações, e evitou fazer acusações diretas aos policiais suspeitos. Ele ponderou que não medirá esforços para punir os culpados, caso algo seja comprovado. "Não podemos trabalhar com especulações. Se houver provas, doa a quem doer, haverá punições", observou.

O fato de câmeras de segurança da UPP terem aparecido com defeito, e o GPS de viaturas da PM não ter funcionado, será profundamente investigado, garantiu o secretário. Em relação a um possível do comandante da UPP da Rocinha, major Édson dos Santos, Beltrame preferiu a cautela. "Houve uma reunião hoje com os moradores, e todos elogiaram o comportamento do major Édson. Temos que ter cautela, critérios. Não podemos agir em cima de especulações", comentou.

Para o secretário, é preciso que haja um esclarecimento sobre o fato, principalmente para os familiares do pedreiro. Admitindo que há problemas, ele defendeu o projeto das UPPs, implementado no Rio desde 2008. "Muitas coisas têm que ser melhoradas. A UPP não é a solução de todos os problemas, acertos têm que ser feitos, mas há aspectos mais positivos do que negativos", afirmou.

Fonte: Terra
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