Suspeito de sequestrar e matar irmãos empresários em Exu (PE) era "amigo" das vítimas
O suspeito de sequestrar e matar dois irmãos empresários em Exu, no Agreste pernambucano tinha, segundo familiares, uma relação de amizade com as vítimas.
As investigações sobre o sequestro e a morte dos irmãos empresários Edmilson Souza Salviano, de 49 anos, e Edvaldo Souza Salviano, de 41, revelaram que o principal suspeito do crime mantinha uma relação de amizade com a família há cerca de 15 anos. A informação foi confirmada por parentes das vítimas e reforçada em depoimento prestado pela esposa de Edvaldo à Polícia Civil de Pernambuco. A apuração é de Carlos Carone, do Metrópoles
Os irmãos desapareceram na manhã do último domingo, 5 de julho, em Exu, no Sertão pernambucano. Horas depois, ambos foram encontrados mortos dentro do carro da família, abandonado às margens da PE-122. O investigado, Lázaro José da Silva Filho, foi preso pela Polícia Militar pouco tempo depois e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após audiência de custódia.
Segundo o relato da esposa de Edvaldo, a polícia foi acionada logo após ela receber mensagens enviadas pelo marido durante o sequestro. Além de compartilhar a localização em tempo real, ele conseguiu gravar um áudio identificando quem estava por trás da ação criminosa.
Na gravação, Edvaldo afirma que o suspeito estava armado e pede para não receber ligações. Pouco depois, o contato foi interrompido.
As informações repassadas pela vítima ajudaram as equipes policiais a localizar a área onde o veículo foi abandonado.
Quando chegaram ao local, os agentes encontraram o automóvel em uma ribanceira, distante cerca de 15 metros da pista. Após abrirem o carro, localizaram Edvaldo dentro do porta-malas e Edmilson no banco traseiro. Ambos já estavam sem vida.
O que indica a perícia
Os primeiros levantamentos da perícia apontam que Edvaldo morreu após ser baleado. Já no corpo do irmão não foram identificadas perfurações provocadas por disparos. A suspeita inicial é de que Edmilson tenha sofrido um infarto durante o episódio, mas a causa da morte ainda depende da conclusão dos exames periciais.
Durante as investigações, familiares confirmaram que Lázaro frequentava a rotina dos empresários há muitos anos. Conforme um primo das vítimas, ele trabalhava como marchante e fornecia carnes ao frigorífico administrado por Edvaldo. Além disso, costumava visitar com frequência a fazenda pertencente a Edmilson.
A esposa do empresário também declarou que o suspeito havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio cerca de sete anos atrás. Desde então, segundo ela, passou a apresentar mudanças no comportamento, tornando-se mais isolado.
Prisão preventiva
Levado para prestar depoimento, Lázaro optou por permanecer em silêncio. Na audiência de custódia, alegou ter sido agredido durante a prisão, afirmando que recebeu um chute na boca. Mesmo com a denúncia, o juiz responsável pelo caso decidiu converter o flagrante em prisão preventiva.
O suspeito foi encaminhado ao Presídio de Salgueiro, onde permanecerá detido enquanto a Polícia Civil continua apurando a motivação do crime e busca esclarecer todas as circunstâncias do duplo homicídio.
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