RS: Operação Babilônia prende 14 suspeitos de desviar R$ 7 milhões
Agentes da Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da 22ª Delegacia de Polícia Regional (DPR) de Três Passos (RS), cumprem 55 mandados de busca e apreensão, além de 14 prisões em oito municípios do interior do Rio Grande do Sul, na manhã desta terça-feira. Com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana e Departamento de Polícia do Interior, 290 agentes realizam a chamada Operação Babilônia.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria desviado cerca de R$ 7 milhões do município de Bom Progresso. Entre as fraudes está a de compra super faturada de pneus, remédios, aquisição de material de construção. Entre outras medidas tomadas pela Polícia Civil na Operação Babilônia, está a inviolabilidade dos bens patrimoniais dos acusados e a quebra do sigilo bancário.
A ação, coordenada pelos delegados Joerberth Pinto, da Delegacia Fazendária (Deic), e Cristiane Moura, da 22ª DPR, tem como objetivo combater os crimes contra a administração pública. A operação abrangeu os municípios de Três Passos, Santo Augusto, Bom Progresso, Três de Maio, Passo Fundo, Ijuí, Braga e Porto Alegre.
Até o momento foram presas 14 pessoas, entre eles, três secretários municipais, sendo dois deles, filhos do prefeito do município de Bom Progresso. Segundo os policiais, um dos secretários teria deixado o cargo para concorrer a vereador. Os indivíduos deverão ser indiciados pelos crimes de fraude a licitações, peculato apropriação, peculato desvio, formação de quadrilha, coação no curso do processo, lavagem de dinheiro, falsidade documental e uso de documento falso.
Além dos três secretários municipais, inúmeros empresários estão recebendo voz de prisão por terem cometido crimes contra a administração pública. A polícia também encontrou documentos, computadores, dez armas, sendo seis espingardas e quatro revólveres. Ainda foram apreendidos inúmeros talonários de combustível, em branco, mas já assinados.
Entre os empresários presos está o proprietário de uma grande rede de farmácias. O estabelecimento emitia notas em nome de pessoas carentes, como se elas tivessem comprado remédios cobertos pelo convênio com a prefeitura, que pagaria a farmácia. Por debaixo dos panos, os envolvidos na fraude simulavam a compra de remédios em nome de terceiros, e adquiriam outros produtos que não medicamentos.