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Polícia

RJ: área da chacina de Mesquita receberá parque estadual

24 set 2012 - 18h30
(atualizado às 18h31)
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A Área de Proteção Ambiental (APA) Gericinó-Mendanha, próxima ao local onde ocorreu a chacina de Mesquita, na Baixada Fluminense, irá receber um parque estadual. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pela assessoria do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. A previsão é de que o parque seja inaugurado em abril de 2013.

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Foto: André Naddeo / Terra

O local terá uma extensão de 3,7 mil hec, dentro da APA Gericinó-Mendanha (que possui 8,8 mil hec). Na região, se encontra a cachoeira para onde se dirigiam seis vítimas da chacina, no dia 8 de setembro.

Na última terça-feira, a prefeitura de Mesquita iniciou a construção de um muro de proteção na entrada do parque de Gericinó. A estrutura, de 4 m de altura, fechou um dos acessos à favela da Chatuba, onde traficantes atuavam. Eles são os principais suspeitos de envolvimento na chacina, que vitimou nove pessoas.

Onda de crimes na Chatuba

Desaparecidos após saírem para ir a uma cachoeira de Gericinó, em Mesquita (RJ), seis jovens foram encontrados mortos na manhã do dia 10 de setembro. Os adolescentes, moradores de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foram identificados como Christian Vieira, 19 anos; Glauber Siqueira, Victor Hugo Costa e Douglas Ribeiro, 17 anos; e Josias Serles e Patrick Machado, 16 anos.

De acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML), os seis foram barbaramente torturados. Os documentos mostram que pelo menos dois deles tiveram os braços fraturados e quatro foram baleados na cabeça. As vítimas ainda tinham cortes profundos nos pescoços.

A polícia trabalha com a hipótese de que os jovens tenham sido capturados por traficantes locais, rivais da facção criminosa que comanda a região em que moravam as vítimas. Entre os acusados está Remilton Moura da Silva Júnior, o "Juninho Cagão", apontado como chefe do tráfico naquela comunidade. Além dos seis jovens, o grupo teria assassinado o pastor Alexandre Lima, 37 anos, e o cadete da Polícia Militar Jorge Augusto de Souza Alves Junior, 34 anos, no mesmo dia. José Aldeci da Silva Junior, que teria presenciado a morte do pastor, também pode ter sido vítima do grupo. Seu corpo foi encontrado em operação dentro da área do campo de instrução de Gericinó, que pertence ao Exército, no dia 13.

A onda de violência levou as autoridades a ocupar permanentemente a comunidade da Chatuba. A Polícia Civil também pediu a prisão temporária de sete traficantes suspeitos de participação na chacina.

Fonte: Terra
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