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Rapaz sufocado em supermercado é enterrado no Rio

Ativistas do movimento negro organizam um protesto no domingo, 17, em frente ao Extra em que Pedro Gonzaga foi morto

16 fev 2019
18h28
atualizado às 18h40
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O corpo de Pedro Gonzaga, jovem de 19 anos morto pelo segurança do supermercado Extra, foi enterrado neste sábado, 16, no Cemitério Jardim da Saudade, no Rio de Janeiro. Ativistas do movimento negro organizaram um protesto, que está previsto para domingo, 17, em frente à unidade em que Gonzaga foi morto, na Barra da Tijuca. Além da demissão do segurança, eles pedem que a família de Gonzaga seja indenizada.

O homicídio aconteceu na tarde de quinta e está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios. Segundo a corporação, o segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, foi preso em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Entretanto, foi solto após pagar fiança.

Pedro Gonzaga, de 19 anos, foi morto pelo segurança do Extra na Barra da Tijuca
Pedro Gonzaga, de 19 anos, foi morto pelo segurança do Extra na Barra da Tijuca
Foto: Facebook/ Reprodução / Estadão

Um vídeo gravado por testemunhas mostra Amâncio deitado sobre o jovem, aparentemente desacordado. E, por mais que pessoas ao redor alertassem que Gonzaga estava com a mão roxa, o segurança se negou a soltá-lo.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer o rapaz e informou que ele foi reanimado e encaminhado para o Centro de Emergência Regional da Barra da Tijuca. A Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que a vítima deu entrada na unidade já com quadro de parada cardiorrespiratória. Ele foi reanimado novamente, mas sofreu outras duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

O caso gerou indignação nas redes sociais, e internautas apontam que Gonzaga, que era negro, também foi vítima de racismo. "A carne mais barata do mercado é a carne negra", escreveram utilizando uma música de Elza Soares em repúdio ao ocorrido.

O homicídio de Gonzaga tem bastante semelhança com o de Eric Garner, de 43 anos, morto em 2014 pela polícia de Nova York.

Em nota, a rede de supermercados Extra afirmou que não vai se eximir das responsabilidades do caso e que os seguranças envolvidos no caso foram "definitivamente afastados".

Estadão
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