Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Polícia Civil desativa ‘fábrica’ de clonar cartões em SP

5 jun 2014 - 19h27
Compartilhar
Exibir comentários
Policiais apresentam equipamento apreendido na "fábrica" de cartões clonados
Policiais apresentam equipamento apreendido na "fábrica" de cartões clonados
Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, desativou nesta quinta-feira, um laboratório de clonagem de cartões de crédito que movimentava grandes somas em reais e dólares.  Os policiais chamaram o local de “fábrica de cartões”.

O local, que funcionava em um escritório comercial do bairro Santa Cruz, seria comandando pelo engenheiro de produção Newton Anderson Beto, que foi preso. De acordo com o delegado Seccional de Rio Preto, José Mauro Venturelli, a prisão se deu durante a operação Brazuca, destinada a combater a criminalidade visando a Copa do Mundo, que contou com a participação de cerca de 150 policiais e com o helicóptero Pelicano, e cumpriu mais de 100 mandados de prisões e de buscas e apreensões. 

Além da desarticulação da fábrica de cartões, uma grande quantidade de drogas e de bebidas falsificadas e valores em dinheiro e cheques, telefones celulares e computadores e outros objetos e armas foram apreendidos.

Mas a apreensão que chamou mais atenção dos policiais foi uma máquina de clonar cartões que estava no escritório de Beto. A máquina era usada para imprimir os cartões falsos, com números verdadeiros de contas, que eram usados pelos bandidos para subtração de dinheiro em compras de mercadorias e em saques em caixas eletrônicos.

No escritório, os policiais também apreenderam outros equipamentos usados para confeccionar os cartões e um chamado de “chupa-cabras”, utilizado para extrair dados e senhas de correntistas durante o uso em caixas eletrônicos. No local, também foram apreendidos, além de outros equipamentos usados na fabricação dos cartões, centenas de cartões de diversos bancos e empresas e também celulares, cujas mensagens analisadas preliminarmente pela polícia, falavam em movimentação de grandes quantias em reais e dólares. 

Na casa do engenheiro, no condomínio de luxo Gaivota 1, em Rio Preto, os policiais apreenderam uma grande quantidade de cartões virgens e em nome de terceiros, além de HDs e cerca de R$ 30 mil em dinheiro e em cheques e cédulas falsas. “Ao ser preso, ele disse aos investigadores que estava fazendo os cartões apenas para começar a vida e que depois sairia do mundo crime”, contou o delegado seccional ao anunciar o saldo da operação, que também apreendeu 12 quilos de maconha em uma cidade próxima de Rio Preto.

Segundo Venturelli, o caso será repassado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) que investigará as ações e as conexões da quadrilha que funcionava a partir da fábrica de cartões do engenheiro. Os policias já sabem que grupos de estelionatários da capital paulista atuavam em conjunto com o engenheiro. “Sabemos que se trata de coisa grande, com movimentos em reais e dólares, talvez com atuação até no exterior. Nos deparamos com a ponta de um grande iceberg”, disse o delegado.

Fonte: Especial para Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade