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Organizadora de grupo contra Bolsonaro é agredida no Rio

Dois homens esperavam internauta na porta de casa, no Rio, lhe deram um soco no rosto, uma coronhada na cabeça e fugiram

25 set 2018
15h56
atualizado em 28/9/2018 às 16h22
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Uma das administradoras do grupo de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro foi violentamente agredida na noite de segunda-feira, 24, quando chegava em casa, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, por dois homens ainda não identificados. O grupo, que já reúne cerca de 3 milhões de usuárias, foi hackeado e derrubado diversas vezes por homens que se identificaram como partidários do candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, desde que foi criado, há aproximadamente um mês. Várias mulheres do grupo foram agredidas verbalmente e receberam ameaças via internet.

Identificada apenas como Maria por razões de segurança, a administradora do grupo conta que, quando chegou em casa, dois homens a aguardavam praticamente na porta. Um deles acertou um soco em seu olho e, o segundo, uma coronhada em sua cabeça. Um deles pegou seu celular e os dois correram até um táxi, que os esperava a cerca de um quarteirão de distância. A bolsa e outros pertences não foram levados.

Uma das administradoras do grupo de Facebook 'Mulheres Unidas Contra Bolsonaro', que reúne mais de 3 milhões de mulheres contrárias ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), foi agredida na porta de sua casa, por três homens armados
Uma das administradoras do grupo de Facebook 'Mulheres Unidas Contra Bolsonaro', que reúne mais de 3 milhões de mulheres contrárias ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), foi agredida na porta de sua casa, por três homens armados
Foto: Fábio Motta / Estadão Conteúdo

Ela foi atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Maria fez o registro de ocorrência na 37 ª Delegacia de Polícia e um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Maria trabalha como coordenadora da campanha do candidato a deputado estadual pelo PSOL Sérgio Ricardo Verde. Ela conta que já foi xingada e ameaçada pela internet, mas que não tem como afirmar quem eram os agressores.

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Estadão Conteúdo

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