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Polícia

Não consigo entender, diz pai de advogado morto com o filho

24 abr 2009 - 14h19
(atualizado às 17h22)
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Fernando Prandi

Direto de Praia Grande

Jorge Ventura, pai de Renato Ventura Ribeiro, afirmou durante velório do advogado em Praia Grande (SP) que a morte do filho e do neto "não tem explicação". "A gente numa determinada idade, se forma, casa, tem filhos e espera que os filhos enterrem os pais. Prepara uma pessoa que fez um brilhante curso e estava um concurso para crescer ainda mais", disse Jorge, que completou: "não consigo entender". Renato e o filho, Luis Renato, 4 anos, foram encontrados mortos na tarde de quarta-feira no apartamento do advogado em Mirandópolis, bairro nobre da zona sul de São Paulo. A polícia trabalha com a hipótese de que o homem tenha matado o filho e se suicidado. O corpo foi enterrado às 15h.

Pessoas acompanham cortejo do corpo do advogado, em Praia Grande (SP)
Pessoas acompanham cortejo do corpo do advogado, em Praia Grande (SP)
Foto: Fernando Prandi / Especial para Terra

"Tem gente aqui no velório que encontrou com ele (o advogado) nessa sexta em uma casa de esfiha, comeram juntos, ele não demonstrava nada, estava tranqüilo", afirmou Jorge. "A mãe do menino já declarou que ele (Renato) não era agressivo", afirmou.

Jorge também disse que conversou com a família da mãe do menino e afirmou que "é um momento para todo mundo se apoiar, pois está todo mundo sofrendo". "É pedir a Deus que ele esteja em paz junto com o filho".

A advogada Ketlin de Albuquerque, 32 anos, que se disse amiga de Renato há mais de 15 anos, afirmou que o professor nunca demonstrou qualquer sintoma de angústia ou depressão. "Era uma pessoa maravilhosa, fantástica e superprestativa. Não dá para entender. Nunca demonstrou ter depressão e tinha amor incondicional pelo filho, mas nada a ponto de imaginar que chegasse a essa situação de desespero, que causasse algo tão horrível", disse.

Ainda de acordo com a amiga, que veio de Brasília (DF) especialmente para o enterro, Renato entrou em um curso de tiros em fevereiro deste ano e comprou uma arma em seguida. "Na minha opinião, talvez ele já estivesse premeditando algo", comentou.

O professor disputava a guarda do filho judicialmente com a ex-mulher, o que segundo a amiga, pode ter tranformado a relação dos dois. "A Fabiane (Húngaro Menina) sempre foi uma pessoa muito correta e percebia todo amor do Renato pelo filho. A relação entre eles não era boa".

Homicídio seguido de suicídio
Questionado na quarta-feira sobre a hipótese de homicídio seguido de suicídio, o delegado do caso, Virgílio Guerreiro Neto, defendeu essa possibilidade. "Pela experiência, não vejo chance de ser algo diferente", disse. Entre os motivos para a versão, o delegado aponta uma recente disputa judicial pela guarda perdida do menino e algumas ameaças. "Segundo a mãe, violento ele não era, mas eles tinham uma relação de disputa pelo filho. Ele fazia ameaças de que ia sumir com a criança", disse Guerreiro.

Ribeiro apanhou o filho na última sexta-feira e deveria devolvê-lo no domingo, dia do aniversário da mãe. Após desconfiar da demora na entrega da criança e sem conseguir falar com o pai, a mãe registrou um Boletim de Ocorrência do descumprimento da determinação judicial de devolver a criança na segunda-feira.

O menino era filho de um relacionamento amoroso de poucos meses entre o casal. "Eles nunca foram casados nem moraram juntos", disse o delegado. O pai tinha direito de ver o filho a cada 15 dias e lutava na Justiça pelo direito de morar no apartamento, onde vivia há 10 anos, com a criança. Uma amiga da família que não quis se identificar afirmou que Ribeiro "adorava" o filho. Ribeiro foi descrito como um homem quieto e profissional eficiente pela mesma pessoa.

Fonte: Especial para Terra
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