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Polícia

MG: homem que ajudou a procurar ex-namorada confessa que a matou

15 fev 2012 - 12h55
(atualizado às 13h02)
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Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

A Polícia Civil de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, apresentou nesta terça-feira três homens suspeitos de matar a jovem Deyzielli Oliveira Chaves, 19 anos. Segundo a polícia, ela desapareceu no dia 24 de janeiro e o corpo foi encontrado no dia 3 de fevereiro, já em avançado estado de decomposição, em uma mata às margens da BR-040 em Ribeirão das Neves, também na Grande BH.

Giovane confessou o crime depois da prisão
Giovane confessou o crime depois da prisão
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

Giovane Freitas da Silva, 21 anos, ex-namorado de Deyzielli; Michael Dinis Freitas, 20 anos, e Vinicius de Freitas, 24 anos, foram presos na última sexta-feira, quando a delegada responsável pelo caso, Glória Maria Ferreira Duarte, pediu a prisão temporária deles.

"Ele (Giovane) se apresentou à delegacia junto com o seu advogado no dia 3. Confessou o crime e demonstrou interesse de indicar onde estaria o corpo da ex-namorada', afirmou a delegada. "Como o relacionamento dos dois era 'conturbado e cheio de brigas', segundo informações repassadas pela família e por vizinhos, ele passou a ser um dos suspeitos do crime", disse.

Durante o período em que Deyzielli ficou desaparecida, Silva chegou a ajudar a polícia e familiares dela a procurar a jovem. Ele ainda deu entrevistas para a imprensa nas quais dizia estar preocupado e que "contava com a ajuda de Deus para que ela fosse encontrada bem".

Ainda de acordo com a delegada, para justificar o assassinato o suspeito teria dito no dia do crime, 24 de janeiro, que Deyzielli teria chegado à casa dele no bairro Tijuco, em Esmeraldas, também na região metropolitana de Belo Horizonte, e o ameaçado com uma arma. Silva teria dado um soco no rosto da jovem, o que a teria deixado desacordada por alguns minutos.

No depoimento, o suspeito afirmou ainda que chegou a levar a ex-namorada para um hospital, mas no caminho lembrou-se que estava sem os documentos da vítima. Ainda no carro, a jovem teria acordado e eles pararam para conversar próximo a uma mata, local que segundo Silva, eles sempre iam para conversar após as brigas.

"Ela saiu correndo em direção à mata e eu atirei, para mim o tiro não tinha acertado. Só atirei para que ela voltasse para mim, não sabia que tinha acertado, tanto que fui embora e não tive coragem de voltar", contou Silva ao ser apresentado.

Os dois outros suspeitos negam o crime e dizem que não estavam com Silva na hora. Já o ex-namorado de Deyzielli disse que está arrependido e que teria agido sozinho. De acordo com a Polícia Civil, os três suspeitos vão responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Nenhum dos envolvidos tem antecedentes criminais.

"Algumas pessoas (testemunhas) disseram que ouviram quando Deyzielli pedia socorro e ajuda, ao sair de carro na companhia dos três suspeitos." A delegada também afirmou que o celular da vítima e do suspeito já foram periciados e que "algumas mensagens trocadas por eles mostram várias ameaças de morte", concluiu a delegada.

A arma do crime ainda não foi encontrada pela polícia, segundo Silva, ela foi jogada em uma mata próximo da onde o crime ocorreu. O corpo de Deyzielli ainda está no Instituto Médico Legal de BH e ainda passa por exames para identificação da causa da morte.

Fonte: Especial para Terra
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