Médicos suspeitos por morte de pacientes em UTI negam acusações
Médicos negam mortes em UTI do PR e dizem que não são criminosos
Dois médicos anestesistas presos no sábado por suspeita de colaboração com as mortes de pacientes na UTI geral do Hospital Evangélico, em Curitiba (PR), negaram em entrevista ao Fantástico, neste domingo, que tivessem conhecimento sobre qualquer ato ilícito praticado na unidade. "Dei tudo de mim para o tratamento dos pacientes. Infelizmente, tive resultados ruins em decorrência da gravidade dos casos e estou muito chateado porque nunca fui um criminoso, nunca fui mal intencionado, nunca tentei lesar ninguém, sempre tentei fazer o melhor possível", afirmou Edison Anselmo.
Ele negou ter conhecimento de que a médica Virgínia Soares de Souza, presa na última terça-feira suspeita de provocar a morte dos pacientes da UTI, tenha desligado aparelhos e aplicado medicamentos para apressar as mortes. "Nunca vi medicação ser aplicada que não fosse para salvar os pacientes. Estou lá há quatro, cinco anos, nunca vi nada", completou. O outro médico, Anderson de Freitas, afirmou ao Fantástico que ficou assustado ao ser acusado de participação nas mortes. "Simplesmente não consegui acreditar que estava sendo acusado de estar participando de mortes". Já Virgínia disse à reportagem, sem permitir a gravação de imagens, que todos os procedimentos que tomou foram atos médicos e admitiu que fez muitos inimigos por ter "temperamento forte".