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Morte de rapaz em mercado gera protestos em seis cidades

Pedro Henrique Gonzaga, de 19 anos, morreu na quinta-feira depois de ser imobilizado por um segurança do Extra da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

17 fev 2019
19h22
atualizado às 21h29
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Três dias após a morte de um jovem negro de 19 anos em um supermercado da rede Extra, no Rio de Janeiro, manifestantes realizaram ontem protestos em pelo menos seis cidades - além do próprio Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Campo Grande. Pedro Henrique Gonzaga morreu na quinta-feira passada, 14, depois de ser imobilizado por um segurança na unidade do mercado da Barra da Tijuca, na zona oeste.

Testemunhas afirmam que o jovem foi imobilizado pelo segurança Davi Ricardo Amâncio, de 32 anos, com um golpe conhecido como mata-leão (chave de estrangulamento, no pescoço), durante uma confusão na loja. Amâncio nega. À polícia, disse que ficou sobre Gonzaga, deitado no chão, porque achou que ele simulava um desmaio.

Pedro Gonzaga foi morto pelo segurança do Extra na Barra da Tijuca
Pedro Gonzaga foi morto pelo segurança do Extra na Barra da Tijuca
Foto: Facebook/ Reprodução / Estadão

De acordo com Amâncio, o rapaz tentou lhe tomar a arma e ameaçou outros clientes. Imagens da ação viralizaram na rede e desencadearam os protestos. Amâncio responderá por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. Ele foi liberado pela polícia após prestar depoimento e pagar fiança de R$ 10 mil.

Segundo amigos, Gonzaga, que estava com a mãe no supermercado, tinha um filho e sonhava em ser DJ.

Nos protestos, manifestantes levaram faixas com os dizeres "vidas negras importam" e "a carne mais barata do mercado é a carne negra".

Em nota, o Extra lamentou o episódio e informou que os seguranças envolvidos na ocorrência foram afastados. A empresa instaurou sindicância interna para acompanhar as investigações. "Independentemente do resultado da apuração dos fatos, nada justifica a perda de uma vida", declarou o mercado, no texto.

Estadão

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