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Polícia

Justiça condena 2 por alteração de contraste que matou 9

29 jan 2009 - 22h18
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A Justiça Estadual condenou o diretor-presidente do laboratório Enila, Márcio D'Icarahy Câmara Lima, e o químico Antonio Carlos da Fonseca Silva, a 20 e 22 anos de prisão, respectivamente. Os dois foram condenados, em primeira instância, por ter alterado a fórmula do contraste Celobar, usado em exames radiológicos, o que provocou a morte de nove pessoas no Rio, Minas Gerais e Goiás em 2003.

Os contrastes são substâncias usadas por pacientes - por via oral, retal ou venosa - para realçar o contorno de órgãos em exames como raios-X. O Celobar era um dos contrastes mais usados.

Segundo a sentença do juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira, da 38ª Vara Criminal, o proprietário do Enila comprou 600 kg de carbonato de bário (produto químico impróprio para o consumo humano) para que Antonio Carlos, que era chefe das divisões Química, de Farmácia e de Controle de Qualidade, transformasse a substância em sulfato de bário, produto mais caro usado na formulação do constraste.

De acordo com o juiz, o experimento tinha como objetivo "baratear e reduzir despesas", porque o sulfato de bário era importado de uma empresa alemã. Investigações mostraram que a substância tóxica foi usada no lote 3040068 do Celobar.

O produto foi reprovado na análise bacteriana e deveria ficar em quarentena, segundo recomendação da farmacêutica do Enila. Mas o químico Antonio Carlos autorizou a distribuição no comércio, em abril de 2003.

O corpo de Ricardo Diomedes, 57 anos, que morreu dia 22 de maio de 2003, um dia após usar o Celobar para fazer exame na Clínica São Thiago, em Nova Iguaçu (RJ), foi exumado e submetido a necropsia no mês seguinte.

O resultado apontou que "a morte ocorreu por intoxicação exógena por bário". Na época, o então diretor do Instituto Médico Legal, Roger Ancillotti, disse que "só a quantidade de bário que foi encontrada no rim poderia ter matado três pessoas".

Em julho de 2003, o juiz Gustavo Bandeira da Rocha Oliveira, da 1ª Vara Empresarial do Rio, decretou a falência do Laboratório Enila, Indústria e Comércio de Produtos Químicos e Farmacêuticos. O laboratório havia sido interditado pelas autoridades de vigilância.

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