Começou na tarde desta segunda-feira o julgamento dos quatro policiais militares acusados de matar o menino Juan Moraes Neves, 11 anos, em junho de 2011, em Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense. O júri começou às 13h35, na 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, com mais de duas horas de atraso - estava marcado para iniciar às 11h. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, alguns jurados demoraram a chegar, o que atrasou o começo da audiência.
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Os policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva são de matar o adolescente Igor Souza Afonso, 17 anos, e de tentar assassinar o irmão de Juan, Wesley Felipe Moraes da Silva, além de Wanderson dos Santos Assis. Os crimes ocorreram em junho de 2011, durante operação policial na favela Danon, em Nova Iguaçu.
Uma testemunha de acusação prestou depoimento até as 15h10. Em seguida, o juiz determinou intervalo de 30 minutos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os policiais teriam tentado executar as vítimas por pensarem que elas eram traficantes de drogas. O corpo do menino Juan chegou a ser retirado do local do crime e colocado em outro lugar, na tentativa de ocultar o assassinato. Os policiais serão julgados por um júri popular, que deve durar quatro dias.
A Polícia Civil realizou na manhã desta sexta-feira a reconstituição, na comunidade Danon, Nova Iguaçu (RJ), dos últimos momentos de vida de Juan Moraes, 11 anos
Foto: Jeferson Ribeiro / Futura Press
Corpo foi encontrado na divisa com Belford Roxo e a perícia chegou a dizer que se trataria de uma menina
Foto: Jeferson Ribeiro / Futura Press
Juan foi morto em 20 de junho após uma ação da polícia na região
Foto: Jeferson Ribeiro / Futura Press
A ONG Rio da Paz estendeu uma faixa em homenagem ao menino Juan de Moraes na areia da praia de Copacabana, na zona sul do Rio
Foto: Bruno Boppe / Futura Press
antes de saber da morte de Juan, familiares chegaram a distribuir cartazes para ajudar a encontrar o menino
Foto: Jadson Marques / Futura Press
Terça-feira, 19 de julho, teve novos protestos contra a morte do menino Juan