Homem jogou mala com dinheiro pela janela após chegada dos policiais, diz PF
Montante foi apreendido pela PF durante operação Barco de Papel, nesta quarta-feira, 11, em Balneário Camboriú (SC)
Um dos ocupantes do apartamento alvo da operação Barco de Papel, nesta quarta-feira, 11, jogou uma mala com dinheiro vivo pela janela, segundo a Polícia Federal. A ação ocorreu assim que os policiais chegaram ao endereço, em Balneário Camboriú (SC).
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Nas imagens divulgadas pelas autoridades, é possível ver montantes de notas de R$ 100 e R$ 200 espalhados pelo chão do corredor que fica em frente à janela. Pelo vídeo, nota-se que a quantia caiu próxima a uma porta.
Apesar da tentativa de se livrar do dinheiro, a equipe conseguiu apreendê-lo. O autor da ação não foi preso. Além do montante recuperado, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e dois celulares. A PF não informou a soma dos valores.
3ª fase da Operação
A Operação Barco de Papel investiga irregularidades em investimentos feitos pelo fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro (Rioprev) em títulos do Banco Master.
Nesta fase, além de Balneário Camboriú, as autoridades realizam buscas em um imóvel em Itapema, autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Todos os endereços têm ligação com investigados.
O objetivo da terceira fase é localizar e recuperar os bens, valores e objetos retirados do apartamento do principal alvo da operação, no Rio de Janeiro, deflagrada em 23 de janeiro. Além do montante recuperado, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones.
Prisão de ex-presidente da RioPrev
O ex-presidente da Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso na última terça-feira, 3, durante a segunda fase da operação, por suspeita de obstrução de provas. Ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na cidade de Itatiaia (RJ), enquanto seguia em uma carro alugado para o estado do Rio de Janeiro, após ter desembarcado em Guarulhos (SP).
Antunes comandava a Rioprevidência até o último dia 23, quando renunciou ao cargo após a primeira fase da ação para apurar a suspeita de operações financeiras irregulares feitas pela gestão da instituição. Segundo a PF, foram autorizados por dirigentes da previdência aportes de quase R$ 1 bilhão no Banco Master, entre novembro de 2023 e julho de 2024, com “risco elevado e incompatível com a finalidade” do instituto de previdência.
Foram identificadas após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação movimentações suspeitas de retirada de documentos do imóvel, manipulação de provas digitais, além da transferência de dois veículos de luxo para terceiros.
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