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Polícia

Força-tarefa busca assassinos de ex-delegado-geral de SP na Baixada Santista

Operação envolve a Rota, o Batalhão de Choque e delegacias da Polícia Civil

16 set 2025 - 08h28
(atualizado às 09h50)
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Resumo
O ex-delegado-geral de SP, Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande; uma força-tarefa investiga o caso, considerado um possível "crime de máfia", com suspeitas de relação com ações contra o PCC e uma licitação municipal.
Delegado assassinado a tiros no litoral de SP era inimigo do PCC:

A morte do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, mobiliza uma força-tarefa de segurança no litoral paulista. Fontes foi assassinado em uma emboscada na noite desta segunda-feira, 15, em Praia Grande. A operação envolve a Rota, o Batalhão de Choque e delegacias da Polícia Civil, e tem prioridade definida pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"O delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes deixou um legado marcante na Segurança Pública de São Paulo. Pioneiro nas investigações contra o PCC, dedicou 40 anos à Polícia Civil, chegando ao cargo de delegado-geral da instituição. (...) Estamos trabalhando para identificar e prender os criminosos responsáveis, para que sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei", escreveu o governador em sua conta no X (antigo Twitter) na manhã desta terça-feira, 16.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) determinou a realização de uma força-tarefa para prender os criminosos. O secretário responsável pela pasta, Guilherme Derrite, lamentou o assassinato. "(Fontes) sempre atuou no combate ao crime organizado. Todo o nosso esforço é prioridade para elucidar o mais rápido possível esse crime bárbaro", disse em vídeo publicado em seu perfil no X.

"Estamos mobilizando o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) nessa investigação", afirmou.

Ao Terra, a pasta informou que a operação integrada das polícias Civil e Militar também conta com equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) e do Departamento de Operações Policiais Estratégica (Dope).

"Cercos da capital e do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 6, responsável pelo litoral paulista) estão em diligências contínuas na região com apoio de batalhões da Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de Santos e equipes da Rota", diz a nota.

Segundo a SSP-SP, a morte de Fontes foi registrada na Delegacia de Investigações Gerais (Dig) de Praia Grande e será investigada pelo DHPP. Dois veículos foram apreendidos na ocorrência. A polícia também requisitou exames ao Instituto de Criminalística (IC), que estão em elaboração.

Sobre as investigações do caso, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) conversou ainda na segunda-feira com Derrite. De acordo com o órgão, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) vai apoiar a investigação da Polícia Civil. Costa também lamentou o episódio e expressou solidariedade aos integrantes da Polícia Civil.

Delegado Ruy Ferraz Pontes é executado a tiros no litoral de SP:

Fontes, que era secretário de Administração de Praia Grande, deixou a prefeitura no início da noite e foi seguido por criminosos em uma Hilux. Tentando escapar, avançou em alta velocidade, mas acabou atingido por um ônibus. O carro capotou e ficou imprensado. Três homens desceram da picape com fuzis e atiraram contra o ex-delegado, que reagiu.

O perfil da Prefeitura no Instagram publicou homenagem para o ex-delegado. "Um ser humano que se dedicou a lutar pelo bem da população, profissional competente e comprometido que construiu uma sólida e invejável carreira nos órgãos de segurança do Estado. (...) Praia Grande está em luto por esta perda", diz a legenda da publicação.

Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em emboscada nesta segunda-feira, 15
Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em emboscada nesta segunda-feira, 15
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Fontes ficou conhecido por sua atuação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi delegado-geral entre 2019 e 2022 e já havia escapado de pelo menos dois planos de execução da facção. O ex-delegado foi responsável por indiciar toda a cúpula do PCC em 2006, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e por investigações que levaram à prisão de nomes como Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, em 2020.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) divulgou nota nesta terça-feira, 16, lamentando a morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, assassinado a tiros em uma emboscada na noite de segunda-feira, 15, em Praia Grande, no litoral paulista.

A entidade disse ter recebido a notícia com “indiscutível perplexidade e indignação” e destacou a trajetória de Fontes no combate ao crime organizado, especialmente ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O sindicato lembrou que, devido a essa atuação, o delegado já havia recebido ameaças da facção criminosa.

O corpo do ex-delegado foi encaminhado para o IML Central da capital e liberado para familiares.

Ruy Ferraz Fontes, conhecido por sua atuação contra o PCC, foi baleado enquanto saía da sede da prefeitura de Praia Grande, litoral de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes, conhecido por sua atuação contra o PCC, foi baleado enquanto saía da sede da prefeitura de Praia Grande, litoral de São Paulo
Foto: Werther/Estadão / Estadão
Fonte: Portal Terra
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