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Feminicida condenado volta a ameaçar irmã da vítima em novo julgamento no Recife: "Vou matar ela"

Mais de um ano após ser condenado pelo assassinato da ex-companheira, Jorge Bezerra da Silva voltou a ser levado ao banco dos réus nesta quarta-feira, 3 de junho, no Recife.

3 jun 2026 - 18h35
(atualizado às 19h10)
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Mais de um ano após ser condenado pelo assassinato da ex-companheira, Jorge Bezerra da Silva voltou a ser levado ao banco dos réus nesta quarta-feira, 3 de junho, no Recife.

Jorge Bezerra da Silva, de 30 anos, já cumpre pena pelo feminicídio.
Jorge Bezerra da Silva, de 30 anos, já cumpre pena pelo feminicídio.
Foto: Reprodução/TV Globo / Portal de Prefeitura

Desta vez, o Tribunal do Júri analisou um episódio ocorrido antes do feminicídio, quando ele é acusado de tentar matar a mesma vítima em 2021.

A audiência foi marcada por momentos de tensão. Durante o julgamento, o condenado voltou a intimidar familiares da cabeleireira Priscilla Monnick Laurindo da Silva, morta em janeiro de 2022. Segundo relatos feitos no fórum, ele chegou a ameaçar a irmã da vítima, causando revolta entre os parentes presentes.

O processo julgado nesta semana trata de um ataque ocorrido meses antes do assassinato. Conforme a acusação, Jorge descumpriu medidas judiciais que o impediam de se aproximar da ex-companheira e foi até o local onde ela estava. Na ocasião, Priscilla segurava a filha pequena do casal quando foi surpreendida.

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a agressão só não terminou em tragédia porque familiares intervieram e vizinhos foram alertados pelos pedidos de socorro. A vítima sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrida às pressas.

O caso ganhou ainda mais relevância porque, menos de um ano depois, Priscilla seria assassinada pelo ex-companheiro. As investigações apontaram que Jorge não aceitava o fim do relacionamento. Ele foi condenado pelo feminicídio e atualmente cumpre pena superior a 29 anos de prisão.

Familiares acompanharam a sessão desta quarta-feira e relataram que continuam convivendo com medo, mesmo após a condenação. Para eles, as ameaças feitas dentro do próprio tribunal reforçam a preocupação com a segurança da família.

A mãe de Priscilla, que hoje cuida da neta deixada pela vítima, afirmou que a expectativa é de que a Justiça reconheça também a tentativa de feminicídio anterior, aumentando a responsabilização do condenado pelos crimes cometidos.

Se houver nova condenação, Jorge poderá enfrentar consequências adicionais na execução da pena, incluindo impactos em benefícios previstos pela legislação penal.

O julgamento ocorre mais de quatro anos após o ataque que antecedeu o feminicídio e reacende a discussão sobre o descumprimento de medidas protetivas e a escalada da violência contra mulheres em relacionamentos abusivos.

Portal de Prefeitura
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