Ex-namorado de mulher assassinada é preso com arma em casa
A polícia prendeu o ex-namorado da vendedora Wanessa de Souza Peixoto, de 23 anos, assassinada na manhã de sábado, na avenida do Cursino, zona sul da capital paulista. O homem foi preso em flagrante em sua casa, na Villa Arriete, também na zona sul, ainda no sábado. No local, os oficiais encontraram um revólver calibre 38 e duas munições de calibre restrito 7,62 mm. O suspeito foi autuado por posse ilegal de arma de fogo, sem direito à fiança.
O pedido de prisão temporária do taxista C. E. V., de 40 anos, já foi encaminhado à justiça. Após 20 anos de casado, o homem deixou a esposa para namorar com Wanessa, com quem ficou por três anos. "Em depoimento, familiares da vítima afirmaram que eles tinham uma relação conturbada", afirma o delegado Airton Sante Amore, assistente do 16° DP, que cuida da investigação.
O taxista e a vítima chegaram a morar juntos, mas estavam há quatro meses separados, e neste meio tempo o suspeito voltou para a casa da ex-mlher. Mesmo depois do fim do relacionamento, Wanessa e o ex-namorado continuavam brigando, afirmaram parentes e amigos. "Com base nessas declarações, solicitamos a prisão temporária para investigar o caso", explicou o delegado.
Além da arma, que foi periciada, a polícia apreendeu na casa do homem um notebook e celulares - que também vão passar pela análise forense. O suspeito também passou por exame residuográfico para verificar se há registros de pólvora.
Wanessa de Souza Peixoto, de 23 anos, foi baleada às 7h de sábado, no cruzamento da rua Marcos Fernandes com a avenida do Cursino, no Jardim da Saúde, zona sul da capital. A jovem chegou a ser socorrida com vida por policiais militares ao Pronto-Socorro Ipiranga, mas não resistiu. De acordo com testemunhas, a vítima foi baleada por um homem que pilotava uma moto, mas ninguém conseguiu identificar as placas ou o modelo do veículo. Câmeras de monitoramento registraram o assassinato. As imagens estão sendo analisadas pela polícia.
O caso foi registrado como roubo na 2ª Central de Flagrantes (Sul), mas a natureza do crime pode ser alterada de acordo com o curso das investigações. Foi enviada uma mensagem ao Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).