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Elize chora e mantém versão de que esquartejou marido sozinha

30 jan 2013
18h38
atualizado às 18h56
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Em seu primeiro depoimento à Justiça, Elize Matsunaga - acusada de ter matado Marcos Kitano Matsunaga em maio do ano passado - confirmou o depoimento dado à polícia na época do crime e afirmou que foi a autora do disparo que matou seu marido e que agiu sozinha no esquartejamento e tentativa de ocultação do cadáver da vítima. Ela chorou em dois momentos. Ao falar sobre o relacionamento do casal e ao citar a única filha dos dois.

Além de Elize, a Justiça ouviu o depoimento de Nathalia Lima, suposta amante do empresário morto. Ela chegou ao fórum vestida de capuz e de óculos 
Além de Elize, a Justiça ouviu o depoimento de Nathalia Lima, suposta amante do empresário morto. Ela chegou ao fórum vestida de capuz e de óculos 
Foto: Diogo Moreira / Frame
Durante a audiência, ela respondeu somente às perguntas do juiz. Utilizando o seu direito legal, afirmou que se manteria em silêncio para as perguntas vindas da acusação. Ela falou por cerca de 2 horas e 20 minutos. Antes dela, Nathalia Vila Real Lima, 24 anos, apontada como amante do empresário, prestou depoimento de 1 hora e meia.
 
"Ela não respondeu porque a acusação defende uma tese não verdadeira e que ela agiu de forma premeditada e com crueldade. Na verdade, ela não aguentou a pressão da agressão que sofreu e atirou. Não houve premeditação", disse o advogado de defesa, Luciano Santoro.
 
De acordo com ele, ela respondeu todas as perguntas feitas pelo juiz e se for a júri popular, deverá agir da mesma maneira. "Ela responderá todas as perguntas do juiz e de alguma testemunha. Mas não à acusação", disse ele.
 
Luiz Flávio Borges D'Urso, que representa a família de Marcos Matsunaga, afirma que ficou satisfeito com o que ouviu nesta tarde. Segunno ele, qualquer coisa que ela diga neste momento não tem muita importância para o processo.
 
"A essência está confirmada. A autoria é dela. Ela matou Marcos Matsunaga. O esquartejamento foi feito por ela. Cortou, colocou nas malas e levou o corpo para a estrada na Grande São Paulo". De acordo com o advogado, o choro da acusada faz parte do teatro para a sua defesa.
 
Para o promotor José Carlos Cozenzo, o depoimento de Elize não passa de um amontoado de mentiras."Neste momento, ela pode mentir o quanto quiser. A acusação está pronta. Ela limitou-se a dizer o que havia afirmado à polícia. Ficou 90 dias ensaindo isso na cadeia", disse ela. Conzenzo disse estar convencido de que ela não agiu sozinha. "Não tem como ela ter agido sozinha e sem premeditar o crime. Esquartejar alguém como foi feito sem as ferramentas adequadas", diz.
 
A exumação do corpo de Marcos deverá acontecer nos próximos 15 dias a pedido da defesa. Somente após a realização dos exames do corpo é que a Justiça deverá se manifestar sobre a data do julgamento, que deverá acontecer ainda este ano.
 
Antes de Elize falar à Justiça, Nathalia Vila Real Lima - que manteve um caso extraconjugal com Marcos Matsunaga - foi ouvida pela Justiça. Ela afirmou que teve um relacionamento amoroso com ele nos três meses que antecederaram a sua morte e que Marcos se queixava recorrentemente de que a relação com Elize estava difícil e que as brigas entre o casal era comuns.
 
O caso
Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio deste ano. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado.
Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Eles eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.
 
De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem.
Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.
 
Em depoimento, dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha.
 
No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.
 
Fonte: Terra
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