Duas rebeliões em menos de 24 h deixam 2 presos mortos em Manaus
Primeira confusão foi no sábado no Instituto Prisional Antônio Trindade; neste domingo, presos brigaram e provocaram um princípio de rebelião em outro presídio
Uma briga entre detentos, que evoluiu para um princípio de rebelião na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), localizada na zona leste de Manaus, na manhã deste domingo, terminou com um preso morto e outro ferido. Essa foi a segunda morte provocada por uma desordem em unidade prisional da capital amazonense nas últimas 24 horas.
No sábado, um preso morreu e mais de 100 foram transferidos após uma rebelião que durou cerca de 11 horas no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat), localizado no quilômetro 8 da BR-174, rodovia que liga Manaus ao Estado de Roraima. Foi a segunda rebelião em menos de dois meses na unidade prisional.
Na nova confusão deste domingo, dois presos da UPP ameaçaram fazer reféns os parentes dos internos durante a visita de hoje. Segundo a polícia houve desentendimento entre os internos e os dois foram agredidos.
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) não confirma, mas um funcionário da UPP contou que o detento morto, José Adailson Rodrigues de Freitas, o "Ceará", e o outro que sobreviveu, Rubens Rodrigues Marques Júnior, faziam parte do grupo de 30 presos transferidos do Ipat após a rebelião de ontem. De acordo com nota enviada pela Sejus, uma sindicância será instaurada para apurar as causas das agressões e mortes na unidade prisional.
Segundo a Polícia Militar (PM), o tumulto no Instituto Prisional Antônio Trindade começou por volta das 16h de sábado, quando presos do pavilhão C se desentenderam. O local, segundo a polícia, abriga lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). O confronto entre os presos ganhou ares de rebelião quando 16 agentes carcerários foram mantidos reféns. "A Tropa de Choque precisou ser acionada para conter os presos que estavam muito agressivos", disse o coronel Aroldo Ribeiro, comandante da Tropa de Choque da PM.
Durante a rebelião o detento Marcos Martins de Carvalho, 27 anos, foi assassinado pelos presos rebelados. Outros cinco detentos e três agentes carcerários foram feridos e tiveram que ser levados para unidades hospitalares de Manaus. O tumulto terminou por volta das 3h da madrugada deste domingo.