Dona de casa morre em clínica de estética no Rio
Policiais da 32ª DP (Taquara) investigam a hipótese de uma falha no procedimento médico ter matado a dona de casa Silmara Lima dos Santos, 49 anos, na tarde de sexta-feira, durante um tratamento contra celulite, na clínica Centro Médico Estético na comunidade Rio das Pedras, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Duas médicas e uma fisioterapeuta foram indiciadas por homicídio culposo, quando não tem a intenção de matar.
Segundo a polícia, Silmara teria morrido após ser submetida a um tratamento de carboxiterapia, que usa gás carbônico (CO2) para acabar com celulites e estrias. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) foi acionada, mas, ao chegar à clínica, a paciente já havia morrido. Familiares da vítima prestaram depoimentos na delegacia, mas se recusaram a falar sobre o caso.
De acordo com os policiais, a Clínica Centro Médico Estético não tinha alvará de funcionamento da prefeitura. O delegado adjunto da 32ª DP Leandro Aquino instaurou inquérito para apurar o caso e determinou a interdição da unidade médica, que teve as portas lacradas, na madrugada deste sábado. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Centro. O delegado aguardará o resultado do laudo da perícia do IML para dar sequência às investigações.
Sindicato culpa burocracia pela falta de alvará
O diretor jurídico do Sindicato dos Médicos, Ivan Arbex, lamentou a morte da paciente, mas defendeu as profissionais que realizaram os procedimentos. Segundo Arbex, as médicas tinham especialização na área e a paciente, que já havia feito outros procedimentos médicos na clínica, teria sofrido um mal-súbito. O diretor sindical eximiu as médicas de culpa sobre a falta de alvará da clínica e responsabilizou a burocracia.
"Pelo que nós constatamos, a paciente sofreu um mal-súbito durante uma consulta com a fisioterapeuta. Foram feitos todos os procedimentos, mas infelizmente ela não suportou. As médicas têm especialização na área. Vamos aguardar o laudo do IML. A falta de alvará é um problema burocrático. Se ficar esperando o alvará da prefeitura, você não abre nada", disse Arbex.