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Documentos da ditadura são apreendidos na casa de Magalhães

28 abr 2014
21h57
atualizado às 22h01
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Equipes da Polícia Civil do Rio, em conjunto com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, cumpriram nesta segunda-feira mandado de busca e apreensão na casa do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O militar, que admitiu ter participado de atos de tortura na ditadura militar, foi morto na última sexta-feira, em seu sítio na zona rural de Nova Iguaçu.

Foram apreendidos três computadores, mídias digitais, agendas e documentos do período da ditadura. No último sábado, o juiz federal Anderson Santos da Silva autorizou a apreensão de documentos e mais provas na casa do militar que possam contribuir para o esclarecimento de crimes cometidos na ditadura militar.

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, no final de março, Malhães revelou que agentes do Centro de Informações do Exército mutilavam corpos de vítimas da ditadura militar assassinadas na Casa da Morte, em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, arrancando as arcadas dentárias e as pontas dos dedos para impedir a identificação, caso encontrados. Ele também deu sua versão sobre operação do Exército para o desaparecimento dos restos mortais do deputado federal Rubens Paiva.

Sobre a morte do militar, a polícia informou que três homens invadiram a casa do coronel, amarraram a mulher dele e o caseiro, e procuraram armas. Durante a ação dos criminosos, o militar foi morto. O caso está sendo investigado.

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Agência Brasil Agência Brasil
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