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Polícia

'Desejo só luz para essa pessoa', diz pai de Joaquim sobre assassino

19 nov 2013 - 21h30
(atualizado às 21h32)
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Arthur Paes, pai de Joaquim, se emociona ao falar do caso enquanto amigos e populares pregam cartazes em frente à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Ribeirão Preto
Arthur Paes, pai de Joaquim, se emociona ao falar do caso enquanto amigos e populares pregam cartazes em frente à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Ribeirão Preto
Foto: Alfredo Risk / Futura Press

O pai do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, Arthur Paes Marques, afirmou nesta terça-feira que não deseja o mal para o assassino de seu filho, encontrado morto em um rio no dia 10 de novembro. “De maneira alguma (desejo o mal). Desejo só luz para essa pessoa, porque prova realmente que essa pessoa precisa de oração”, disse o produtor de eventos em entrevista coletiva. As informações são do Jornal EPTV.

Arthur afirmou ainda que não culpa a mãe do menino, Natália Mingoni Ponte, e o padrasto, Guilherme Rayme Long, os principais suspeitos do crime. “A ideia que eu tenho, na verdade, é que eu não posso culpar ninguém, não posso culpar ele, ela, ou uma terceira pessoa”, disse.

O pai de Joaquim convocou a coletiva para agradecer o apoio das pessoas e da imprensa. “Eu sou eternamente grato tanto à população, tanto ao Brasil como a vocês da imprensa que me ajudaram muito.” Hoje, Arthur foi até a casa onde Joaquim morava e na escolinha onde o menino estudava para buscar documentos e recordações. “Foram os melhores três anos e meio da minha vida, das pessoas que conviveram com ele, tenho certeza disso.”

Desaparecimento
O corpo de Joaquim foi encontrado no último domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Fonte: Terra
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