Defesa: autoria de asfixia em Isabella não foi comprovada
O advogado de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, réus no julgamento da morte da menina Isabella Nardoni, afirmou que, até agora, não foi comprovada a autoria da asfixia a que foi submetida a criança. "Esse ponto ninguém, nem a perícia, comprovou até agora", disse.
Segundo ele, também há lacunas no trabalho da perícia, como exames para comprovar se as marcas de unha que foram encontradas na menina realmente foram provocadas pelos réus. "Eles foram levados ao IML (Instituto Médico Legal), fizeram exames, menos o da unha. Isso é uma investigação correta?"
Sobre a reação da avó de Isabella, que deixou a sala do júri para não ver as imagens do corpo da menina, exibidas pelo médico-legista Paulo Sergio Tieppo Alves nesta tarde, Podval considerou a reação normal. "É natural. Se eu fosse avó de Isabella também choraria", disse.
O advogado afirmou ainda que a defesa deve se reunir nesta noite para avaliar se irão dispensar mais alguma testemunha para acelerar o julgamento. "Não é bom para a defesa a demora", disse.
O caso
O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou em 22 de março e deve durar cinco dias. O júri popular ouve 16 testemunhas , sendo 11 arroladas pela defesa, três compartilhadas entre advogados do casal e acusação e duas do Ministério Público. Seis foram dispensadas pela defesa ainda no primeiro dia e uma, pela acusação.
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.