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Polícia

Contra polícia, alunos da USP fazem protesto 'cor-de-rosa'

23 nov 2011 - 18h37
(atualizado às 19h15)
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Priscila Tieppo
Direto de São Paulo

"Pula, sai do chão, quem é contra a repressão". Com este e outros gritos de ordem, a "tropa rosa-choque", encabeçada pelos estudantes que são contra a presença da Polícia Militar no campus da Universidade de São Paulo, se manifestou antes da realização da assembleia geral dos alunos grevistas, marcada para esta quarta-feira, às 18h, no prédio da Poli.

Em um 'contraponto' ao uniforme escuro da tropa de choque da PM, os manifestas organizaram um protesto da 'tropa rosa-choque'
Em um 'contraponto' ao uniforme escuro da tropa de choque da PM, os manifestas organizaram um protesto da 'tropa rosa-choque'
Foto: Bruno Santos / Terra

Os protestos contra a possível atuação truculenta por parte da polícia na USP iniciaram após a prisão de alguns estudantes que foram detidos fumando maconha no campus. No entanto, os principais representantes do movimento estudantil garantem que o caso foi o estopim de um caso marcado por uma série de repressões realizadas muito antes pela polícia.

Vestidos com peças cor-de-rosa, os manifestantes percorreram as ruas da Cidade Universitária convocando outros estudantes para participar do ato. Ana, aluna de Artes Cênicas que não quis informar o sobrenome, disse que o rosa foi escolhido para contrapor a tropa de choque da polícia, que foi acionada no episódio da desocupação da reitoria - ação que terminou com mais de 70 estudantes detidos. "Nós queremos a revogação do convênio entre a PM e a reitoria da USP e a renúncia do reitor (João Grandino Rodas). Na verdade, toda essa manifestação é contra os atos violentos", disse.

Luiza, que também cursa artes cênicas e não quis ser identificada pelo nome completo, acredita que a greve dos estudantes, iniciada após a desocupação da reitoria, deve continuar mesmo após a assembleia. Ela ressaltou que os alunos não receberam nenhuma resposta da direção da universidade depois que a paralisação começou. "A única resposta que eles nos deram foi a implantação da base móvel da polícia no portão 1 da universidade", disse.

A base móvel foi instalada na semana passada, com efetivo de 44 policiais militares, que trabalham das 7h às 23h. De madrugada, o policiamento é feito por viaturas de área. Em nota oficial, a polícia afirmou que os envolvidos no patrulhamento receberão curso de Direitos Humanos ministrado por instrutores da PM e por "docentes da USP". A polícia abrirá inquérito para apurar se houve excessos por parte dos agentes na universidade.

Fonte: Terra
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