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Polícia

Caso Knorr: laudo aponta que irmãs mortas em SP foram envenenadas

8 nov 2013 - 21h57
(atualizado às 22h09)
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Os exames necroscópicos da Polícia Técnico-Científica paulista dos corpos das adolescentes Giovanna Knorr Victorazzo, 14 anos, e Paola Knorr Victorazzo, 13 anos, apontam que as duas morreram por insuficiência respiratória causada pela ação de barbitúricos, drogas que agem, principalmente, no sistema nervoso, segundo o Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

De acordo com os laudos, exames do sangue e vísceras das irmãs detectaram a presença de Fenobarbital no corpo de ambas, e Midazolam no corpo de Paola. As substâncias são mais conhecidas como Gardenal, um anticonvulsivo, e Dormonid, um indutor de sono.

O exame, assinado pelo médico Ruggero Bernardo Felice Guidugli no 15 de outubro, foi disponibilizado pela Polícia Civil nesta sexta-feira. Noss dois laudos, o legista afirma que “o óbito foi causado por insuficiência respiratória devido ao edema pulmonar que foi desencadeado pela depressão respiratória e congestão pulmonar pela ação de barbitúricos”. 

De acordo com o Departamento de Psicobiologia da Unifesp, o uso de barbitúricos entrou em declínio por conta de mortes por ingestão acidental, o uso em homicídios e suicídios, e, principalmente, pelo aparecimento de novas drogas, como os benzodiazepínicos. Segundo a universidade, os derivados do ácido barbitúrico ainda são usados no tratamento de distúrbios convulsivos e na indução da anestesia geral.

Os barbitúricos podem causar depressão profunda, mesmo em doses que não têm efeito sobre outros órgãos. A depressão pode variar desde um efeito sedativo, anestésico cirúrgico, ou até a morte. Outro efeito dos barbitúricos é o sono.

Segundo a Unifesp, a dose letal do barbitúrico varia de acordo com diversos fatores. Em casos de envenenamento grave, o paciente apresenta-se comatoso, com a respiração lenta ou rápida e curta, a pressão sanguínea baixa, pulso fraco e rápido, pupilas reativas à luz e volume urinário diminuído. 

No último dia 8, a mãe das meninas, Mary Vieira Knorr, 53 anos, foi transferida para a Penitenciária Feminina 1 de Tremembé, no interior de São Paulo. Ela estava internada no Hospital Psiquiátrico Pinel, na capital paulista, desde o último dia 2. No local, Mary dividirá espaço com outras presas famosas, como Suzane Richthofen, Elize Araújo Kitano Matsunaga e Anna Carolina Jatobá. 

Com a conclusão do inquérito, no dia 20 de setembro, o delegado Gilmar Contrera, titular do 14º Distrito Policial de São Paulo (Pinheiros), pediu à Justiça a prisão preventiva da mulher. A solicitação foi acatada pelo Judiciário. 

Desde que cometeu o crime, Mary não conversou oficialmente com a polícia. O delegado solicitou um laudo para avaliar a sanidade mental da acusada.

O crime

De acordo com a Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, o filho mais velho de Mary Vieira Knorr acionou a PM, relatando que não estava conseguindo entrar em contato com a mãe por algum tempo. "Ele relatou que ela estaria tentando se suicidar. A equipe entrou na residência com o apoio dos bombeiros, e encontramos a mulher muito perturbada. Falou algumas coisas das filhas, que passava por problemas financeiros, mas estava muito confusa", relatou o PM.

Ao perguntar sobre as irmãs, o filho decidiu procurar no quarto das meninas, onde encontrou as vítimas mortas. Segundo o tenente Santana, uma das meninas foi asfixiada pela mãe, e a outra, enforcada. "Ela estava muito perturbada, acabou confessando o crime, falou que tinha matado as filhas", disse.

Em buscas pela residência, os policiais também encontraram o animal de estimação da família, que também foi morto pela mulher, asfixiado com o uso de uma sacola plástica. "Ela tomou muitos remédios antidepressivos e chegou a abrir o gás do fogão para se matar", disse o tenente.

Fonte: Terra
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