Mary Vieira Knorr, 53 anos, apontada pela polícia como a responsável pela morte de suas duas filhas, as adolescentes Paola Knorr Victorazzo, 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, 14 anos, foi transferida nesta terça-feira para a Penitenciária Feminina 1 de Tremembé, no interior de São Paulo. Ela estava internada no Hospital Psiquiátrico Pinel, na capital paulista, desde o último dia 2. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não informou o horário da transferência.
No local, Mary dividirá espaço com outras presas famosas, como Suzane Richthofen, Elize Araújo Kitano Matsunaga e Anna Carolina Jatobá.
Mary estava internada desde o dia do crime (14 de setembro). Ela inicialmente foi atendida no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, até ser transferida para o Hospital Psiquiátrico Pinel no último dia 2.
Com a conclusão do inquérito, no dia 20 de setembro, o delegado Gilmar Contrera, titular do 14º Distrito Policial de São Paulo (Pinheiros), pediu à Justiça a prisão preventiva da mulher. A solicitação foi acatada pelo Judiciário.
Desde que cometeu o crime, Mary não conversou oficialmente com a polícia. O delegado solicitou um laudo para avaliar a sanidade mental da acusada.
No início deste mês, o Ministério Público paulista (MP-SP) ofereceu denúncia contra Mary. De acordo com a promotoria, Paola e Giovanna sofreram edema pulmonar e foram impedidas de respirar em consequência do envenenamento causado pela mãe, o que provocou a morte das duas adolescentes.
O promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo, do 5º Tribunal do Júri da capital, denunciou Mary duas vezes por homicídio duplamente qualificado (com emprego de veneno e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas), com as agravantes de os dois crimes terem sido praticados contra descendente e com a prevalência das relações domésticas. A denúncia foi aceita no dia 3 pela Justiça paulista.
17 de setembro Cartazes e flores são deixados em frente à casa da família em homenagem às adolescentes
Foto: Alex Falcão / Futura Press
16 de setembro Os corpos das irmãs Paola Knorr Victorazzo, 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, 14 anos, foram sepultados na tarde desta segunda-feira em Taboão da Serra, na Grande São Paulo
Foto: Bruno Santos / Terra
16 de setembro As adolescentes foram encontradas mortas no sábado na casa onde moravam, no Butantã, na zona oeste da capital paulista
Foto: Bruno Santos / Terra
16 de setembro De acordo com a administração do Cemitério Valle dos Reis, foi realizada uma cerimônia fechada para a família às 15h
Foto: Bruno Santos / Terra
16 de setembro Os familiares não quiseram falar com a imprensa após o enterro das jovens
Foto: Bruno Santos / Terra
16 de setembro Segundo a Polícia Militar, a mãe das vítimas - a corretora de imóveis Mary Vieira Knorr, 53 anos - confessou o crime a policiais militares, que invadiram a residência na rua Doutor Romeu Ferro para impedir que ela cometesse suicídio
Foto: Bruno Santos / Terra
16 de setembro De acordo com o tenente Santana, que atendeu a ocorrência, o filho mais velho de Maty Vieira Knorr acionou a Polícia Militar, relatando que não estava conseguindo entrar em contato com a mãe por algum tempo
Foto: Bruno Santos / Terra
16 de setembro Ao perguntar sobre as irmãs, o filho decidiu procurar no quarto das meninas, onde encontrou as vítimas mortas. Segundo o tenente Santana, uma das meninas foi asfixiada pela mãe, e a outra, enforcada. "Ela estava muito perturbada, acabou confessando o crime, falou que tinha matado as filhas", disse
Foto: Bruno Santos / Terra
16 de setembro Giovanna Victorazzo foi encontrada morta em sua casa, na zona oeste de São Paulo
Foto: Facebook / Reprodução
16 de setembro A irmã mais nova, Paola, também foi morta dentro de casa
Foto: Facebook / Reprodução
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O crime
De acordo com a Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, o filho mais velho de Mary Vieira Knorr acionou a PM, relatando que não estava conseguindo entrar em contato com a mãe por algum tempo. "Ele relatou que ela estaria tentando se suicidar. A equipe entrou na residência com o apoio dos bombeiros, e encontramos a mulher muito perturbada. Falou algumas coisas das filhas, que passava por problemas financeiros, mas estava muito confusa", relatou o PM.
Ao perguntar sobre as irmãs, o filho decidiu procurar no quarto das meninas, onde encontrou as vítimas mortas. Segundo o tenente Santana, uma das meninas foi asfixiada pela mãe, e a outra, enforcada. "Ela estava muito perturbada, acabou confessando o crime, falou que tinha matado as filhas", disse.
Em buscas pela residência, os policiais também encontraram o animal de estimação da família, que também foi morto pela mulher, asfixiado com o uso de uma sacola plástica. "Ela tomou muitos remédios antidepressivos e chegou a abrir o gás do fogão para se matar", disse o tenente.
Uma auxiliar de enfermagem e seus quatro filhos foram encontrados mortos na noite de 16 de setembro de 2013, no apartamento onde moravam, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Responsável por acionar a PM após encontrar as vítimas mortas, o namorado da mulher é apontado como o principal suspeito do crime. A polícia suspeita que a família tenha sido envenenada
Foto: Edu Silva / Futura Press
A corretora de imóveis Mary Vieira Knorr tentou cometer suicídio após matar as duas filhas, de 13 e 14 anos, e o cachorro da família no dia 14 de setembro de 2013, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Contida pela PM, a mulher demonstrava estar confusa e confessou o crime. Ela foi levada ao Hospital Universitário da USP, onde segue internada
Foto: Alex Falcão / Futura Press
Um casal e seus dois filhos foram encontrados mortos no início de setembro de 2013, em Cotia, na Grande São Paulo, com sintomas de envenenamento. Segundo a polícia, Claudinei Pedrotti Junior e Suelen Cristina da Silva usaram o veneno conhecido como "chumbinho" para matar os filhos e, em seguida, cometer suicídio
Foto: Cloves Ferreira / vc repórter
A morte de cinco pessoas de uma família de policiais militares mobilizou a polícia de São Paulo. Após investigação, a polícia dá como certa a hipótese de que os PMs Luis Marcelo Pesseghini e Andreia Regina Bovo Pesseghini foram mortos pelo filho, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, que teria cometido suicídio em seguida. Além dos três, também morreram a avó e a tia-avó do menino
Foto: Facebook / Reprodução
Em maio de 2013, Fábio de Rezende Rubim e Miriam Amstalden Baida foram assassinados a tiros na frente da filha de 1 ano, após uma discussão com um vizinho do prédio onde moravam, em Santana de Parnaíba (SP). Vicente D'Alessio Neto, 62 anos, teria se irritado por causa do barulho e usou um revólver para matar o casal e, ao retornar a seu apartamento, cometeu suicídio
Foto: Facebook / Reprodução
Um traficante foi preso em abril de 2013 em Ibirité (MG), suspeito de matar um desafeto e a família dele. Jefferson Oliveira foi assassinado na companhia de sua mãe, a irmã e uma amiga da família, em um crime motivado pela disputa do tráfico de drogas na cidade. Roberto Marques do Carmo, o Beto, foi apontado como o mandante do crime
Foto: Alex de Jesus/O Tempo / Futura Press
O agricultor Gilmar Jesus Reolon foi preso em janeiro de 2013 em Francisco Beltrão (PR), após passar três anos escondido na mata. A caçada a Reolon teve início em dezembro de 2009, quando ele matou o pai por causa de uma dívida. Temendo ser preso e levar vergonha à família, o agricultor decidiu matar a pauladas, no mês seguinte, a sogra, a mulher e seus dois filhos
Foto: 21º Batalhão da PMPR / Divulgação
O bioquímico Ênio Luiz Carnetti tentou se matar ao pular de uma ponte na Grande Porto Alegre, em julho de 2012, após matar a mulher, Márcia Calixto Carnetti, e seu filho de 5 anos. Para a polícia, o crime foi motivado por uma suposta traição de Márcia. Carnetti havia imprimido diversos e-mails da mulher, além de um bilhete encontrado no local do crime
Foto: Facebook / Reprodução
O publicitário Gil Rugai foi condenado em fevereiro de 2013 a 33 anos e 9 meses de prisão pela morte do pai, Luiz Carlos Rugai, e da madrasta, Alessandra Fátima Tritiño. O júri aceitou como verdadeira a tese de que Gil os matou depois que o pai descobriu um desvio de dinheiro da empresa da família e o expulsou de casa
Foto: Fernando Borges / Terra
A estudante Suzane von Richthofen foi presa aos 19 anos, em 2002, acusada de matar os pais, Manfred e Marísia, que não aprovavam o seu relacionamento com o desempregado Daniel Cravinhos. Suzane disse ter permitido que Daniel e seu irmão, Cristian, entrassem em sua casa e matassem seus pais a pauladas enquanto dormiam