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Polícia

SP: suspeita de matar filhas é transferida para Tremembé

8 out 2013 - 16h13
(atualizado às 16h41)
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Mary Vieira Knorr, 53 anos, apontada pela polícia como a responsável pela morte de suas duas filhas, as adolescentes Paola Knorr Victorazzo, 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, 14 anos, foi transferida nesta terça-feira para a Penitenciária Feminina 1 de Tremembé, no interior de São Paulo. Ela estava internada no Hospital Psiquiátrico Pinel, na capital paulista, desde o último dia 2. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não informou o horário da transferência. 

Tremembé, a prisão dos crimes 'famosos'

No local, Mary dividirá espaço com outras presas famosas, como Suzane Richthofen, Elize Araújo Kitano Matsunaga e Anna Carolina Jatobá. 

Mary estava internada desde o dia do crime (14 de setembro). Ela inicialmente foi atendida no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, até ser transferida para o Hospital Psiquiátrico Pinel no último dia 2. 

Com a conclusão do inquérito, no dia 20 de setembro, o delegado Gilmar Contrera, titular do 14º Distrito Policial de São Paulo (Pinheiros), pediu à Justiça a prisão preventiva da mulher. A solicitação foi acatada pelo Judiciário. 

Desde que cometeu o crime, Mary não conversou oficialmente com a polícia. O delegado solicitou um laudo para avaliar a sanidade mental da acusada.

No início deste mês, o Ministério Público paulista (MP-SP) ofereceu denúncia contra Mary. De acordo com a promotoria, Paola e Giovanna sofreram edema pulmonar e foram impedidas de respirar em consequência do envenenamento causado pela mãe, o que provocou a morte das duas adolescentes. 

O promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo, do 5º Tribunal do Júri da capital, denunciou Mary duas vezes por homicídio duplamente qualificado (com emprego de veneno e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas), com as agravantes de os dois crimes terem sido praticados contra descendente e com a prevalência das relações domésticas. A denúncia foi aceita no dia 3 pela Justiça paulista.

O crime

De acordo com a Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, o filho mais velho de Mary Vieira Knorr acionou a PM, relatando que não estava conseguindo entrar em contato com a mãe por algum tempo. "Ele relatou que ela estaria tentando se suicidar. A equipe entrou na residência com o apoio dos bombeiros, e encontramos a mulher muito perturbada. Falou algumas coisas das filhas, que passava por problemas financeiros, mas estava muito confusa", relatou o PM.

Ao perguntar sobre as irmãs, o filho decidiu procurar no quarto das meninas, onde encontrou as vítimas mortas. Segundo o tenente Santana, uma das meninas foi asfixiada pela mãe, e a outra, enforcada. "Ela estava muito perturbada, acabou confessando o crime, falou que tinha matado as filhas", disse.

Em buscas pela residência, os policiais também encontraram o animal de estimação da família, que também foi morto pela mulher, asfixiado com o uso de uma sacola plástica. "Ela tomou muitos remédios antidepressivos e chegou a abrir o gás do fogão para se matar", disse o tenente.

Fonte: Terra
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