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Punido por briga, Bruno voltará a ter banho de sol e visitas no presídio

Restrição imposta pela direção da Penitenciária Nelson Hungria se encerra na próxima quinta-feira. Goleiro, porém, segue sem poder trabalhar

20 mai 2013
17h55
atualizado às 18h34
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<p>Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza</p>
Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza
Foto: Marcelo Albert/TJ-MG / Divulgação

O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes voltará a ter direito a banho de sol e receber visitas na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, a partir da próxima quinta-feira. Entretanto, a suspensão do direito ao trabalho segue por tempo indeterminado, de acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

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Bruno estava afastado desde o dia 1º de abril, quando se desentendeu com alguns detentos e um agente penitenciário na lavanderia do presídio. O goleiro e outras sete pessoas respondem pelo sequestro e morte de Eliza Samudio, amante do atleta e com quem teve um filho.

No dia 8 de março, o atleta foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, além do sequestro do filho do casal, com a pena total chegando a 22 anos e 3 meses. Para ter direito a cumprir a pena em regime semiaberto, no qual poderia deixar a penitenciária para trabalhar, deve cumprir sete anos, nove meses e 15 dias da pena.

O caso Bruno

Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

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Fonte: Lancepress! Lancepress!
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