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Polícia

Bope usa explosivos e derruba casamata na Vila Cruzeiro

1 dez 2010 - 11h49
(atualizado às 12h30)
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Hermano Freitas
Direto do Rio de Janeiro

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro começaram, na manhã desta quarta-feira, a demolição de uma casamata do tráfico de drogas na favela Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, zona norte da capital fluminense. A demolição é realizada com uma sequência de três explosões de carga leve, para não danificar as casas vizinhas. Segundo o sargento Carlos Melo, esta é a terceira vez que a polícia demole a estrutura, que era reconstruída pelos traficantes.

Veja imagens da invasão da PM ao complexo do Alemão, no Rio:

No local, foi morto, em 2007, o soldado do Bope W. Santana, que estava invadindo o morro durante as operações para garantir a realização dos jogos Pan-americanos daquele ano.

Além da dinamite, os policiais utilizam cabos de aço, puxados por um trator, para derrubar parte do muro da casamata.

Violência

Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis incendiaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer). Na terça-feira, todo efetivo policial do Rio foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Ao longo da semana, Marinha, Exército e Polícia Federal se juntaram às forças de segurança no combate à onda de violência que resultou em mais de 180 veículos incendiados.

Na quinta-feira, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) tomaram a vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Alguns traficantes fugiram para o Complexo do Alemão, que foi cercado no sábado. Na manhã de domingo, as forças efetuaram a ocupação do Complexo do Alemão, praticamente sem resistência dos criminosos, segundo a Polícia Militar. Entre os presos, Zeu, um dos líderes do tráfico, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes em 2002.

Desde o início dos ataques, pelo menos 39 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro e 181 veículos foram incendiados.

Fonte: Especial para Terra
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