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Polícia

BB foi usado por Rosemary para beneficiar empresa de seu marido

2 dez 2012 - 08h18
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Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, conseguiu que uma empresa do Banco do Brasil contratasse a firma que tem seu marido, João Vasconcelos, como diretor e um genro como sócio. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a New Talent recebeu R$ 1,12 milhão da Cobra, braço tecnológico do BB, num contrato com dispensa de licitação. Tanto o nome de Vasconcelos como o do genro, Carlos Alexandre Damasco Torres, estão no contrato que foi assinado em maio de 2010, quando o vice-presidente de tecnologia do BB era José Luiz Salinas, um apadrinhado do ex-ministro José Dirceu e do deputado Ricardo Berzoini.

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Ainda segundo o jornal, Salinas costumava frequentar o gabinete de Rosemary, onde despacha o presidente da República em São Paulo. Investigações da Polícia Federal na Operação Porto Seguro apontam que a New Talent apresentou atestado supostamente falso de capacidade técnica, datado do final de 2009, para conseguir a obra na empresa do BB. O documento "comprovava" capacidade da empresa de prestar o serviço, dando como referência um contrato com a Associação Cultural Nossa Senhora Aparecida, no valor de R$ 2,8 milhões. A associação, segundo a PF, atua na área de educação e era usada por Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), no suposto esquema de corrupção. O pedido para que o atestado fosse emitido partiu da própria Rose, conforme e-mails trocados entre ela e Vieira. A emissão do atestado, segundo a PF, foi uma retribuição de Vieira a Rose por serviços prestados ao grupo. O BB disse que não irá comentar o assunto. Salinas e representantes da New Talent não foram localizados. Rosemary disse que não cometeu nenhuma ilegalidade.

Operação Porto Seguro

Deflagrada em 23 de novembro de 2012, a operação Porto Seguro, da Polícia Federal, investiga um esquema de favorecimento de interesses privados em processos públicos. As agências nacionais de Transportes Aquaviários (Antaq), de Águas (ANA), e de Aviação Civil (Anac), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e o Ministério da Educação (MEC) estão entre os órgãos envolvidos na operação.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Cruzeiro (SP), Dracena (SP), Santos (SP), São Paulo e Brasília. Dezoito pessoas foram indiciadas suspeitas de participação no esquema, entre elas a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado-geral adjunto da União, José Weber de Holanda Alves.

As investigações apontam que os acusados cometeram crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, violação de sigilo funcional e formação de quadrilha. A presidente Dilma Rousseff determinou a exoneração ou afastamento de todos os servidores envolvidos.

Fonte: Terra
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