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Polícia

BA: ex-secretário acusado de matar sindicalistas movimentou R$ 1 mi

28 jan 2012 - 13h36
(atualizado às 13h37)
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Acusado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de mandar matar dois professores sindicalistas em 2009, o ex-secretário de Comunicação e Governo de Porto Seguro (a 709 km de Salvador), Edésio Ferreira Lima Dantas movimentou R$ 1.035.338, entre 1º de fevereiro e 3 de maio de 2011, aponta relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão de inteligência do Ministério da Fazenda. O crime teria como motivação o fato de uma das vítimas denunciar Edésio por desvio de verba da prefeitura local.

Segundo o relatório da Coaf, as movimentações aconteceram "sem que houvesse indicação clara de finalidade ou relação com o titular da conta com o seu negócio". O texto foi feito a pedido do MP-BA, que buscava informações sobre movimentações financeiras suspeitas do ex-secretário de Porto Seguro.

No final de 2010, a Justiça decidiu, em primeira instância, que Edésio Dantas e outros dois policiais suspeitos de autoria do assassinato serão julgados por um Júri Popular. Como a decisão ainda não é definitiva, o MP-BA juntou na última quinta-feira o relatório do Coaf ao processo que tramita no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Para o promotor Dioneles Leone Santana Filho, autor da denúncia, "a tese de mando indiciária de autoria é sólida e persistente, ainda mais quando se juntam outros indícios, como esses agora comentados, sobre a conduta do autor do crime em questão". Sobre de onde o dinheiro teria sido desviado, o promotor disse que é assunto para outra investigação.

O Coaf constatou que Edésio, enquanto secretário, ganhava R$ 6 mil por mês. Como ele ficou no cargo por 14 meses (de janeiro de 2009 a fevereiro de 2010), o máximo que poderia ter em conta, sem gastar nada, era aproximadamente R$ 95 mil, contando 13º salário e férias. As movimentações financeiras constatadas pelo Coaf ocorreram na agência do Banco Santander de São Francisco do Conde.

Segundo o relatório, datado de 17 de agosto de 2011, Edésio movimentou R$ 654.400 a crédito e R$ 380.938 a débito. Da verba movimentada, R$419.494,68 são de depósitos de cheques; R$ 3.170, depósitos em espécie e R$ 68.922, depósitos da mesma titularidade. O ex-secretário passou oito meses preso em 2010.

O relatório mostra ainda comunicado do Banco Bradesco Vida e Previdência S.A., em Salvador, informando que Edésio realizou uma operação no valor de R$ 1.240.985. Não é informada a data dessa operação.

Dois cargos
O Coaf constatou ainda que Edésio, em 2009, quando já era secretário em Porto Seguro, tinha cargo público (assistente administrativo) também na Câmara dos Deputados, em Brasília, com salário mensal de R$ 3.540. A demissão dele ocorreu em 9 de junho de 2009. Na época, Edésio era secretário-geral do PSB na Bahia.

O cargo dele era no gabinete da deputada federal, à época, Lídice da Mata, eleita senadora em 2010 pelo PSB. "Deve ter exercido a dupla função por pouco tempo. Quando percebemos que o nome dele ainda estava lá, tratamos de tirar logo", afirmou a senadora Lídice da Mata.

Contas abertas
O advogado de Edésio, Maurício Vasconcelos, disse que o ex-secretário não ia dar entrevista. "Pode retroagir dez anos no imposto de renda dele e investigar todas atividades, as contas estão abertas. Não temos nenhum temor nisso", declarou Vasconcelos, que não comentou sobre o duplo cargo público de ex-secretário e assistente na Câmara Federal.

O advogado informou que Edésio exerce a atividade de publicitário, mas não soube dizer se o ex-secretário possui empresa ou trabalha para alguma. "Toda movimentação financeira dele é lícita", garantiu.

Fonte: Agência A Tarde
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