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Acusados de envolvimento na morte de PC Farias começam a depor

9 mai 2013
06h18
atualizado às 09h57
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Caso PC Farias: há conflitos entre os laudos, diz jurista

Os interrogatórios dos quatro acusados de envolvimento no assassinato de Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino, devem começar nesta quinta-feira. Antes, no entanto, serão ouvidos dois peritos que defendem uma tese diferente da apresentada pela equipe de perícia chefiada por Fortunato Badan Palhares. Segundo este, ouvido durante a sessão de ontem, Suzana matou PC e suicidou-se em seguida. A promotoria alega que o casal foi morto por outras pessoas, com participação ou conivência dos réus, que trabalhavam como seguranças do empresário.

Palhares conta que Sanguinetti não quis participar do processo

Após os interrogatórios dos réus, o julgamento passará para a fase dos debates entre acusação e defesa. Segundo a assessoria do Tribunal de Júri de Maceió, onde ocorre o julgamento, o juiz  Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal, quer concluir o caso até sexta-feira.

Perito dá explicações sobre manchas de sangue na cena do crime

Estão sendo julgados Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva, policiais militares que trabalhavam como seguranças de PC. Tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, PC Farias era apontado como uma das pessoas mais próximas do então presidente. Ele foi denunciado por sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito.

Palhares fala sobre ligações de Suzana momentos antes do crime

O caso
Os policiais militares Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva trabalhavam como seguranças de PC Farias e são acusados de homicídio qualificado por omissão. Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram assassinados na madrugada do dia 23 de junho de 1996, em uma casa de praia em Guaxuma. À época, o empresário respondia a vários processos e estava em liberdade condicional. Ele era acusado dos crimes de sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. A morte de PC Farias chegou a ser investigada como queima de arquivo, já que a polícia suspeitou que o ex-tesoureiro poderia revelar nomes de outras pessoas que teriam participação nos mesmos ilícitos.

Entretanto, a primeira versão do caso, que foi apresentada pelo delegado Cícero Torres e pelo legista Badan Palhares, apontou para crime passional. Suzana teria assassinado o namorado e, na sequência, tirado a própria vida. A versão foi contestada pelo médico George Sanguinetti, que descartou tal possibilidade e, mais tarde, novamente questionada por uma equipe de peritos convocados para atuar no caso. Os profissionais forneceram à polícia um contralaudo que comprovaria a impossibilidade, de acordo com a posição dos projéteis, da tese de homicídio seguido de suicídio.

Agência Brasil Agência Brasil
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