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PF faz operação para investigar vazamento de dados da Receita de ministros e parentes

17 fev 2026 - 11h18
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A Polícia Federal cumpre ‌nesta terça-feira quatro mandados de busca e apreensão em uma investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus parentes, conforme comunicados da própria PF e da Receita Federal.

A Receita informou ⁠que já detectou desvios no acesso a dados que foram informados ‌ao STF.

Segundo a PF, os mandados determinados pelo Supremo a partir de representação da Procuradoria-Geral da República foram cumpridos nos ‌estados de São Paulo, Rio de Janeiro ‌e Bahia. Também foram determinadas medidas cautelares como o ⁠monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país, informou a PF, sem detalhar.

Procurado, o STF não respondeu de imediato a pedido de comentário.

Uma fonte do STF disse à ‌Reuters que a investigação foi determinada após terem sido veiculadas na ‌imprensa informações sigilosas e ⁠de caráter ⁠fiscal envolvendo um contrato de prestação de serviços jurídicos por Viviane Barci de ⁠Moraes, esposa do ministro ‌do Supremo Alexandre de Moraes, ‌com o banco Master.

Segundo essa fonte, essa apuração foi incluída no âmbito do chamado inquérito das fake news, criado ainda em 2019 pelo STF para proteger os ministros do ⁠Supremo e seus parentes de ataques, em meio a suspeitas de vazamento de informações fiscais.

A Receita informou que, em 12 janeiro deste ano, o Supremo solicitou ao órgão auditoria em seus sistemas para identificar desvios ‌no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos três anos, determinação essa que foi incluída em ⁠procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa.

"A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF", disse a Receita.

O comunicado acrescentou que "os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal".

O banco Master foi liquidado pelo Banco Central e é alvo de um inquérito no STF após a PF ter apontado indícios de envolvimento da instituição em fraudes financeiras bilionárias.

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