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No Ceará, Bolsonaro ataca CPI em dia de relatório final

Presidente voltou a se eximir de culpa na gestão da pandemia

20 out 2021 14h14
| atualizado às 14h44
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No dia que a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado (CPI) apresentou seu relatório final e pediu o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro em 10 crimes durante a pandemia de Covid-19, o mandatário voltou a atacar os senadores da oposição e a se eximir de qualquer responsabilidade em um evento no Ceará.

Bolsonaro disse 'não ter culpa de nada' na pandemia
Bolsonaro disse 'não ter culpa de nada' na pandemia
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Como seria bom se aquela CPI tivesse fazendo algo produtivo para nosso Brasil. Tomaram tempo de nosso ministro da Saúde, de servidores, de pessoas humildes e de empresários. Nada produziram a não ser ódio e o rancor entre alguns de nós. Mas, sabemos que não temos culpa de absolutamente nada, fizemos a coisa certa desde o primeiro momento", afirmou a apoiadores.

E, novamente, Bolsonaro fez a defesa pública de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, dizendo que foi a pessoa que teve "coragem" de dar a "solução" para a doença.

Apesar do discurso, a CPI da pandemia apresentou uma série de documentos contra o presidente e mais 65 pessoas - além de duas empresas - para pedir o indiciamento.

Bolsonaro foi acusado por vários crimes, incluindo epidemia com resultado de morte, charlatanismo e crimes contra a humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos.

"Esta CPI identifica o Presidente da República Jair Messias Bolsonaro como o responsável máximo por atos e omissões intencionais que submeteram os indígenas a condições de vida, tais como a privação do acesso a alimentos ou medicamentos, com vista a causar a destruição dessa parte da população, que configuram atos de extermínio, além de privação intencional e grave de direitos fundamentais em violação do direito internacional, por motivos relacionados com a identidade do grupo ou da coletividade em causa, que configura atos de perseguição", diz trecho do documento assinado pelo senador Renan Calheiros. .
   

Ansa - Brasil   
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