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Municípios tiveram mais de R$ 700 bilhões de prejuízos devido a desastres naturais entre 2013 e 2024

Segundo o relatório da Confederação Nacional dos Municípios, em média, cada pessoa foi afetada por dois nesse período

14 mai 2025 - 12h38
(atualizado às 13h04)
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"Não é uma patologia, mas um fenômeno que tem a ver com essas emoções desconfortáveis, como angústia, tristeza, impotência e até raiva em relação às mudanças climáticas", destacou em 2024 o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trauma e Estresse da PUC-RS, Christian Kristensen.
"Não é uma patologia, mas um fenômeno que tem a ver com essas emoções desconfortáveis, como angústia, tristeza, impotência e até raiva em relação às mudanças climáticas", destacou em 2024 o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trauma e Estresse da PUC-RS, Christian Kristensen.
Foto: Reprodução YouTube vicopoa / Flipar

Um relatório publicado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) nesta terça-feira, 14, revelou que entre 2013 e 2024 os municípios do país tiveram mais de R$ 700 bilhões em prejuízos causados por fenômenos naturais.

Segundo as informações, a maior parte delas foi consequência da seca e da estiagem, mas há diversos casos de danos por chuvas e deslizamentos, por exemplo, além de queimadas e doenças.

De acordo com os dados da CNM, foram 70.361 decretos de emergência ou estado de calamidade, apresentados por 5.279 municípios, o que representa uma média de 13 ocorrências para cada uma dessas prefeituras.

Cidade atingida pela enchente histórica do Rio dos Sinos e afluentes em maio deste ano
Cidade atingida pela enchente histórica do Rio dos Sinos e afluentes em maio deste ano
Foto: Reprodução/Prefeitura de São Leopoldo/Digue Cardoso

“Podemos dizer que todos os municípios do Brasil tiveram problemas com desastres, mais de 6 milhões de pessoas tiveram que abandonar suas casas e quase 3 mil pessoas morreram, no período analisado, é alarmante. Os municípios não conseguem resolver isso sozinhos, e precisam lidar com as consequências. É urgente a adoção de ações integradas de prevenção de desastres e gestão de riscos”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em material publicado no site da confederação.

A entidade afirmou ainda que entre os orçamentos aprovados, estava previsto o investimento de R$13,4 bilhões nesse período para gestão de riscos e prevenção de desastres. No entanto, menos de 40% desse montante foi efetivamente repassado aos municípios.

Lula visitou comunidade em Manaquiri, na região do Baixo Solimões, uma das muitas castigadas pela estiagem
Lula visitou comunidade em Manaquiri, na região do Baixo Solimões, uma das muitas castigadas pela estiagem
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão

O governo federal só repassou R$ 5,3 bilhões aos Municípios para ações de proteção e defesa civil, o que representa somente 39,8% prometido. Não adianta fazer um inventário, ir atrás do dinheiro, porque não vem nada, é zero. Dos decretos de situação de anormalidade, só 48% dos Municípios preencheram os danos causados e mesmo assim de forma muito elementar, porque os prefeitos não acreditam mais no governo federal", afirma Ziulkoski.

Ano a ano os números de casos de crises naturais nos municípios têm crescido, desde casos de seca, como enchentes, queimadas e doenças. Todos têm aumentado anualmente.

O movimento climatológico do El Niño, assim como a falta de manutenção e cuidado, são apontados como as principais causas do aumento das fatalidades e dos prejuízos financeiros.

Fonte: Redação Terra
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